Além de uma visão global da indústria, o estudo publicado ano a ano pela Morgan Stanley também costuma analisar individualmente as marcas mais relevantes. Afinal, das 350 marcas existentes, apenas Rolex, Cartier, Omega e Patek, juntas, dominam 50% do mercado (as 25 empresas com maior faturamento representam 90% do mercado). Entre as marcas, a Rolex é a indiscutível líder: seu faturamento é maior do que o das outras 5 maiores marcas em conjunto! A tendência é que a Rolex, que possuía toda sua distribuição realizada através de terceirizados, passe a atuar de forma mista: a aquisição da Bucherer, que pode vir a gerar cerca de 7.5% do faturamento da marca no curto prazo, é um exemplo. Se a Rolex possuísse, a exemplo da Richard Mille, um canal de distribuição integrado através de boutiques próprias, seu faturamento seria muito maior, na casa dos 15 bilhões de francos. A Richard Mille, aliás, é o maior caso de sucesso da história da relojoaria, com margens de lucro de cerca de 50%, sem paralelo na indústria do luxo. Com um crescimento de 18% em 2023, nas palavras da Morgan Stanley, a marca está num "círculo virtuoso no qual a lucratividade aumenta desproporcionalmente ao número de produtos vendidos, que é relativamente estável (cerca de 5500 relógios por ano)". Na "tríade sagrada" da relojoaria suíça, a Patek incrementou seu faturamento em 14%, impulsionada pelo maior controle dos seus canais de venda (descredenciamento de vários revendedores) e encerramento da produção de modelos, com relançamento posterior com alguma "inovação" a justificar o constante aumento de preços. A Audemars Piguet também reduziu drasticamente seus pontos de venda (de 470 para 81) e em apenas 10 anos quadruplicou seu faturamento. Vacheron Constantin ultrapassou, pela primeira vez, 1 bilhão de francos em faturamento (+18%), certamente impulsionada pela grande procura pelos relógios das suas concorrentes diretas, AP e Patek. Resta saber se este crescimento será constante, uma vez que seus produtos costumam não reter valor no mercado secundário, o que impacta o desejo do consumidor em adquirir o bem.
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O mundo do consumo é bastante previsível: Rolex sempre na frente porque a maior parte dos consumidores gosta mesmo é da exibição, e Rolex provavelmente é a marca que as pessoas em geral mais associam ao luxo em matéria de relógios.
Acredito, sinceramente, que a minoria dos possuidores de Rolex têm o perfil de entusiasta de relojoaria.
E o que dizer da Richard Mille? Sucesso advindo do marketing promovido pelo futebol? Ou seria o mesmo motivo dos consumidores (os não entusiastas, que fique claro) da Rolex?
Mesmo que fosse rico, honestamente, eu não teria nenhum relógio da marca. Pra mim, RM é o outro nome de mau gosto.
PS: se dinheiro tivesse, teria pelo menos dois Rolex, pois acho a marca fantástica, embora não seja a minha favorita.
Acredito que se gosta muito de Rolex nem tanto pela exibição, pois há muitos relógios mais caros e que poderiam ser utilizados com esta finalidade, mas sim pela sensação de que você não está gastando dinheiro ao adquiri-los.
Se você comprar um Rolex pelo 'preço certo', ou seja, sem pagar ágio etc., você pode utilizá-lo por um tempo e depois enfiá-lo numa troca, ou então simplesmente vendê-lo pelo mesmo preço que pagou, ou até mesmo por mais... Então parece que você usou o relógio "de graça"! Enquanto, com outras marcas, ao menos uma parte da grana vai pelo ralo...