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#1
Fórum principal / O relógio do fundador ou o rel...
Última postagem por flávio - 09 Junho 2026 às 19:55:44
Texto novo no blog!

https://relogiosmecanicos.com.br/curiosidades/o-relogio-do-fundador/

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#2
Fórum principal / Res: Aço chines 316l sujando p...
Última postagem por misterjmr - 07 Junho 2026 às 20:40:31
Reabrindo o post... Comprei um novo steeldive, azul, e pasmem, esse mesmo cmg transpirando feito um cavalo não suja o pulso... Acho que nos outros china dei azar e vieram com aço inox ruim... Os outros 3 steeldive e 2 pagani sujam meu pulso... Vai entender...
#3
Fórum principal / Omega Admiralty (Anchoretta/Am...
Última postagem por zeloni - 05 Junho 2026 às 15:16:49
Este tópico tem como objetivo trazer o máximo de informações, imagens, e a história destes icônicos modelos conhecidos como Omega Genéve Admiralty produzidos entre os anos de 1968 à 1972.

Introdução

A linha Genéve teve um papel importante na história da Omega, onde a partir de 1967 (até 1979) passaram a ser produzidos em escala para atender o público mais jovens, trazendo designs mais ousados e preço mais acessível, com a manutenção da qualidade dos mecanismos.

Os modelos Omega Admiralty foram introduzidos no mercado em 1968, em duas principais versões de design militar e que se distinguam principalmente pela presença ou ausência do bezel rotativo (diver/standard). Essa divisão será importante para a análise de todas as variações de modelo desta linha.



Admiralty Standard (non-bezel)

Os modelos que chamaremos aqui de Admiralty Standard, possuem 35 de diâmetro, podendo ser encontrados em versões com:
- Calibre automático (565 com data ou 552 sem data) ou calibre manual (613 com data ou 601 sem data.
- Agarras curtas ou longas (shorthorns com 40mm lug-to-lug /longhorns com 46mm lug-to-lug)
- Variações de index (numerais ou detalhes em ródio aplicados, lumes de trítio horizontais nos pontos cardinais)
- Coloração do mostrador, sendo as principais versões na cor preta ou branca, mas podendo ser encontrados em modelos mais raros nas cores cinza, azun e marrom.

O detalhe mais marcante desta linha está por dos detalhes em cor laranja presentes em todos os modelos (indexes, ponteiro de segundos) e também na icônica âncora estampada no mostrador e que é a principal marca que inclusive dá o nome a esta linha.
Outro detalhe marcante destes modelos é a coroa grande assinada.





Admiralty Diver (bezel)

Os modelos com bezel rotativo possuem 37mm de diâmetro e também possuem algumas variações de modelos com:
- Calibre automático (565 com data ou 552 sem data) ou calibre manual (613 com data ou 601 sem data.
- Coloração do mostrador, sendo as principais versões na cor prateada, azul ou bordô.

Nesta linha os detalhes em laranja são encontrados apenas no modelo com mostrador prateado, os modelos azul e bordô possuem detalhes na mesma cor com tom mais claro.






Referências e Considerações finais

Gostaria finalizar o tópico perguntando a vocês colegas se ja conheciam este modelo?
Na minha opinião é uma linha muito bonita e pouco comentada, carregando consigo todas as características de um relógio icônico devido a originalidade de seu design.

Após muita pesquisa e procura, por sorte, consegui adquirir o modelo que eu mais buscava há cerca de dois anos, um Omega Admiralty 135.015 (non-bezel, manual winding, longhorns, no-date, gray dial).



Seguem as referências principais de minha pesquisa:
https://omegaforums.net/threads/comprehensive-omega-admiralty-super-thread.69037/
https://omegaforums.net/threads/omega-166-038-double-signature-dial-1950eur-shipped.154539/
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-omega-st-136-0015
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-amiraute-165-0038
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-amiraute-st-166-0038
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-amiraute-st-166-0038
#4
Fórum principal / Crítica do livro Soviet Watche...
Última postagem por flávio - 04 Junho 2026 às 10:22:20
Raríssimos são os colecionadores de relógios soviéticos no Brasil. Em quase trinta anos convivendo com pessoas do meio, nunca conheci um colecionador dedicado ao tema. De vez em quando aparece alguém com um Amphibia ou um Sturmanskie, mais pelo exotismo da peça do que por interesse na história da relojoaria soviética.

Talvez por isso tenha ficado tão curioso quando surgiu, em 2026, o livro Soviet Watches, de Kim Jang. Afinal, trata-se de um tema cercado por lacunas documentais e sobre o qual existe muito pouca literatura acessível.

Minha impressão geral é positiva. O livro oferece um caminho organizado para quem deseja iniciar uma coleção de relógios soviéticos. O autor apresenta os modelos mais relevantes, suas fábricas de origem, comenta o estado atual do colecionismo, alerta sobre falsificações e até discute valores de mercado. Só por isso, já considero a obra recomendável.

Há, contudo, algumas limitações. A mais evidente é a ausência de fotografias, algo que o próprio autor promete corrigir em futuras edições. Não chega a comprometer a leitura, mas obriga o leitor a recorrer constantemente à internet para visualizar os modelos mencionados.

O estilo de escrita também lembra mais uma apostila do que uma obra em prosa. Em apenas cem páginas, a narrativa histórica acaba sendo necessariamente resumida. O capítulo sobre as origens da relojoaria soviética, por exemplo, é bastante superficial para um tema tão rico.

Também encontrei algumas imprecisões históricas e técnicas. Entre elas, a descrição da origem do calibre 3133 e certas explicações sobre o Raketa Copernicus, o Slava 2427 e o Luch 3055, que me pareceram questionáveis ou possivelmente afetadas por problemas de tradução.

Nada disso, porém, compromete o mérito principal do trabalho: reunir, organizar e apresentar informações dispersas sobre um dos capítulos mais obscuros da história da relojoaria.

Em resumo: leitura rápida, útil e recomendável, especialmente para iniciantes. Apenas sugiro que seja acompanhada por pesquisas paralelas e imagens dos relógios citados. O livro não é definitivo, mas é um bom ponto de partida.



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#5
Fórum principal / Res: Flavor Flaf e Swatch Roya...
Última postagem por patrick45 - 03 Junho 2026 às 08:26:01
Achei interessante a ideia do conceito destacável, mas no fim parece mais um produto de hype do que algo realmente prático para uso diário. Provavelmente vai ganhar acessórios de terceiros rapidamente, como já aconteceu com outros modelos da Swatch.
#6
Fórum principal / Res: Flavor Flaf e Swatch Roya...
Última postagem por helio - 01 Junho 2026 às 12:27:55
Passadas pouco mais de 2 semanas, mesmo antes da swatch equalizar a demanda ou colocar opções para colocar o tal relogio no pulso; os chineses já fizeram diverssos tipos braceletes (até deployant em bioceramica) e cópias em profusão (com fidelidade duvidosa), de uma olhada nos marquetplaces deles  ::) .
(Alias se vc quiser brincar montar relogios para uso diario, principalmente com base NH3x, dá pra fazer coisas bem interessantes buscando partes neste marquetplaces, existem alguns mostradores bem legais, algo relativamente exclusivo a preço de um Orient/Technos automatico de entrada).

[]s
#7
Fórum principal / O Fator de Qualidade
Última postagem por flávio - 01 Junho 2026 às 11:47:04
Muitos repetem que relógios de alta frequência são mais precisos. Zenith, Seiko e outras marcas construíram parte de sua reputação sobre movimentos de 36.000 bph. Mas raramente explicam o motivo.

A resposta está em um conceito pouco discutido fora dos círculos técnicos: o fator Q.
O fator Q mede a qualidade de um oscilador.

Em termos simples, ele indica quão resistente um sistema é às perdas de energia e às perturbações externas. Imagine um sino. Alguns produzem um som que desaparece quase imediatamente. Outros continuam ressoando por muito tempo após a batida. O segundo possui um Q maior. Ele conserva melhor sua energia.

No relógio mecânico, o oscilador é formado pelo balanço e pela espiral e aumentar a frequência tende a elevar o Q.
À primeira vista isso parece contraditório. Afinal, um balanço que oscila mais vezes por segundo também encontra mais vezes o atrito. Não deveria perder mais energia?

De fato, perde. Mas o ponto importante é outro. Um movimento de alta frequência não é simplesmente um relógio comum girando mais rápido. Para funcionar, ele precisa de uma espiral mais rígida e de um projeto capaz de armazenar e controlar mais energia. As perdas aumentam, mas a capacidade do sistema de resistir a elas aumenta ainda mais.

Uma analogia útil é a do pião. Um pião girando lentamente é facilmente perturbado por qualquer toque. O mesmo pião, girando muito rápido, parece adquirir mais estabilidade. O que mudou não foi o ambiente ao redor, mas a capacidade do sistema de ignorar pequenas perturbações.

Os movimentos do nosso braço e do nosso pulso são fenômenos relativamente lentos. Já um balanço de 5 Hz, como os utilizados nos famosos movimentos de 36.000 alternâncias por hora, oscila muito mais rapidamente. O resultado é que parte dessas perturbações simplesmente deixa de influenciá-lo de forma significativa. É como tentar desviar um pião em alta rotação com leves toques dos dedos.

Por isso a alta frequência não melhora a precisão apenas porque divide o tempo em frações menores. Ela também torna o órgão regulador mais estável, mais resistente às perdas e menos sensível ao mundo caótico que existe do lado de fora da caixa do relógio.

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#8
Fórum principal / A história da relojoaria sovié...
Última postagem por flávio - 31 Maio 2026 às 09:59:22
Texto novo no blog

https://relogiosmecanicos.com.br/curiosidades/a-industria-relojoeira-sovietica/

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#9
Fórum principal / Res: Meu Omega Seamaster Diver...
Última postagem por Lucasomega007 - 22 Maio 2026 às 15:01:00
Citação de: jvitor_amaral online 21 Maio 2026 às 06:41:46Basicamente o seu Omega dos sonhos é o 2531.80
Olá, jvitor_amaral.

É um belo modelo. Também gosto bastante do 2220.80 (cassino royale) pelos índices aplicados.

A imagem que anexei é bem despretensiosa, acho que um outro bezel também ficaria bacana.
#10
Fórum principal / Livro sobre relojoaria soviéti...
Última postagem por flávio - 21 Maio 2026 às 15:05:30
A criação da relojoaria soviética talvez seja um dos capítulos mais obscuros da história da relojoaria. E não apenas porque ocorreu em meio ao caos político, econômico e social da URSS nascente, mas também porque a produção soviética permaneceu, por décadas, voltada quase exclusivamente ao mercado interno, cercada por barreiras linguísticas e documentais que dificultam pesquisas sobre o tema.

Não por acaso, mesmo após décadas lendo sobre relojoaria, sempre tive a impressão de que a origem da indústria soviética aparecia apenas como nota de rodapé em livros. Até onde sei, há pouquíssima bibliografia dedicada ao assunto, e quase nada que reconstrua, de forma concatenada, os eventos que levaram ao nascimento da 1ª Fábrica Estatal de Relógios.
Foi com surpresa, portanto, que encontrei este trabalho de Alan Garratt disponível em PDF e resolvi imprimi-lo e encaderná-lo para leitura. Nota-se o esforço de pesquisa do autor. O livro mergulha na aquisição, pelos soviéticos, do espólio da falida Hampden — e também da Ansonia —, acompanha o transporte do ferramental para Moscou e detalha o início da produção do famoso calibre Hampden 16, renomeado como Tipo-1 na URSS. Há também informações interessantes sobre os 23 relojoeiros americanos enviados a Moscou para treinar os soviéticos.

Garratt consultou descendentes de funcionários da Hampden, reuniu documentos dispersos, traduziu material em cirílico e conseguiu reconstruir personagens e episódios que, até pouco tempo atrás, pareciam perdidos no tempo. Ainda assim, confesso que a leitura me deixou com mais perguntas do que respostas.
A participação da Ansonia, por exemplo, é apenas tangenciada. O papel da francesa LIP no pós-guerra, idem. E o contexto histórico anterior a 1930 é praticamente inexistente. Soma-se a isso um texto que, embora informativo, não é exatamente fluido. Em muitos momentos, a obra parece uma compilação de tópicos sem grande preocupação em costurar melhor as ideias.

Gostei do livro? Sim, mas, ao terminar a leitura, fiquei menos com a sensação de ter encerrado o assunto e mais com vontade de estudar, pesquisar e talvez até escrever algo que conecte melhor todos os fatos.

https://www.hampdenwatches.com/the-birth-of-soviet-watchmaking



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