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#1
Fórum principal / Res: Do observatório ao mercad...
Última postagem por bruno61 - 10 Outubro 2026 às 17:21:18
O texto separa dois jeitos de justificar o relógio. No começo, quem validava era de fora: os concursos dos observatórios de Genebra, Neuchâtel e Kew. O certificado dizia a precisão. A marca não precisava dizer.

O artigo marca a troca na travessia de Mercedes Gleitze, em outubro de 1926, e na tentativa seguinte. A Rolex emprestou um Oyster, pendurado ao pescoço. Ela abandonou depois de cerca de dez horas, mas o relógio seguiu funcionando, e Hans Wilsdorf contou isso numa página inteira do Daily Mail, como o relógio que desafia os elementos. Antes, o árbitro era o observatório, em condição controlada. Aqui, o teste é o fato, e quem narra é a marca.

O ensaio pergunta quem controla o significado do relógio, e a resposta muda nesse ponto: deixa de ser o certificado e passa a ser a história.
#2
Fórum principal / Res: O Relógios Mecânicos e um...
Última postagem por Luiz Henrique F - 09 Outubro 2026 às 23:35:21
Excelente postagem. Parabéns
#4
Fórum principal / Res: TÓPICO DE APRESENTAÇÃO
Última postagem por mamebill2 - 08 Outubro 2026 às 08:30:58
Sejam todos muito bem-vindos! É muito legal ver gente chegando ao fórum com interesses tão diferentes dentro da relojoaria, desde quem está começando a colecionar até quem já se aventura em restauração e relojoaria como hobby. E para quem está começando agora, esse tópico é mesmo um ótimo ponto de partida para conhecer o pessoal e trocar experiências. Abraços a todos!
#5
Fórum principal / Res: A anatomia de uma boa pul...
Última postagem por Sekra - 07 Outubro 2026 às 06:42:52
O ponto da cola que o fbmj levantou é bem interessante, porque acaba sendo uma parte da pulseira que muita gente nem considera quando pensa na qualidade. Uma pulseira pode ter um couro excelente e um acabamento impecável, mas se a construção depender demais da cola, depois de alguns anos ela pode acabar comprometendo tudo. Essa Cartier dos anos 70 deve ser um ótimo exemplo de como uma boa construção faz diferença na durabilidade.
#6
Fórum principal / Memoriam Radium Girls
Última postagem por flávio - 06 Outubro 2026 às 15:20:28
Começava com uma dor de dente. O dente era extraído e a gengiva não cicatrizava; surgiam úlceras e abscessos, e a mandíbula se desfazia a ponto de o médico retirar fragmentos dela da boca. Vinham a anemia, as dores nas pernas, o mancar, as fraturas, a coluna que cedia. Em alguns casos, tumores nos ossos. Mollie Maggia morreu em 1922, aos 24 anos, com a mandíbula destruída e uma hemorragia. Grace Fryer, que havia deixado a fábrica em 1920, começou a perder os dentes no mesmo ano de 1922 e, com o tempo, teve a coluna comprometida.
A empresa sustentava que a tinta era inofensiva. Uma das operárias doentes foi examinada por um profissional ligado à fábrica, que lhe garantiu estar em perfeita saúde. A morte de Mollie foi atribuída a sífilis, para atingir sua reputação. Em Ottawa, Catherine Donohue começou a mancar e foi demitida, porque a empresa temia que o problema assustasse as colegas....
Por muito tempo a memória das radium girls ficou restrita aos livros de direito e aos arquivos científicos. Em 2006, Madeline Piller, aluna da oitava série em Illinois, leu um livro do Dr. Ross Mullner sobre as pintoras de mostradores, no qual ele observava que nenhum monumento havia sido erguido em memória delas, e decidiu mudar isso. Ottawa, enfim, estava pronta para homenagear suas conterrâneas: a cidade promoveu jantares e peças de teatro e levantou os 80 mil dólares necessários.
Em 2 de setembro de 2011 o governador inaugurou a estátua de bronze: uma jovem dos anos 1920, com um pincel numa mão e uma tulipa na outra, de pé sobre o mostrador de um relógio. Ela é dedicada às pintoras de Ottawa e a todas as que sofreram nos Estados Unidos. Na ocasião, o governador proclamou 2 de setembro de 2011 como o Dia das Radium Girls em Illinois, em reconhecimento à perseverança, à dedicação e ao senso de justiça demonstrados na luta. Segundo Mullner, os estudos sobre essas operárias formam a base de boa parte do conhecimento atual sobre os riscos da radioatividade.

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#7
Fórum principal / Critica do livro Radium Girls
Última postagem por flávio - 06 Outubro 2026 às 15:18:57
A relojoaria mecânica costuma ser associada a ambientes assépticos, artesãos guardiões de tradições seculares, bons salários e condições perfeitas de trabalho, imagem reforçada pela proximidade recente com o luxo. Esquece-se que, não faz tanto tempo, houve o episódio das "radium girls", reconstruído por Kate Moore em The Radium Girls: The Dark Story of America's Shining Women (2017).
O livro acompanha as operárias de duas fábricas de mostradores luminosos: a United States Radium Corporation, em Orange (New Jersey), e a Radium Dial Company, em Ottawa (Illinois). A tinta continha rádio e era aplicada à mão, numeral a numeral, com pincéis de pelo de camelo que as pintoras afinavam com os lábios, ingerindo o elemento pouco a pouco. Quimicamente parecido com o cálcio, o rádio se fixa nos ossos e emite radiação alfa de forma contínua, o que levava a tumores, perda de dentes, desintegração da mandíbula e, depois de muito sofrimento, à morte.
A narrativa vai de 1917, em plena Primeira Guerra, quando o trabalho era prestigiado e bem pago, a 1939, com as sobreviventes ainda nos tribunais. O rádio estava na moda e o conhecimento científico era escasso, mas o pior veio depois: quando o perigo já era conhecido, as empresas omitiram o risco e mentiram às empregadas. As ações de Nova Jersey terminaram em acordo, em 1928. Em Illinois, a prescrição barrou os primeiros processos e a vitória de Catherine Donohue e das colegas só veio em 1938, após sucessivos recursos, com a Suprema Corte recusando o último em outubro de 1939. Os casos contribuíram para a responsabilização do empregador por doenças ocupacionais, numa época em que direitos trabalhistas ainda eram novidade.
É uma história tenebrosa de como a falta de conhecimento médico, a ganância e um sistema de justiça que falha podem destruir a vida de cidadãos. Um soco no estômago. Gostei do livro e terminei a leitura emocionado, mas a história se arrasta por quase 500 páginas e ele teria sido muito melhor com pelo menos um terço de gordura a menos. Recomendo a qualquer pessoa, com essa ressalva.

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#8
Fórum principal / Res: Aço chines 316l sujando p...
Última postagem por Sekra - 03 Outubro 2026 às 10:49:31
Esse relato mostra como pode haver diferença entre peças aparentemente iguais, mesmo dentro da mesma marca. O fato de um Steeldive novo não apresentar o problema enquanto outros apresentaram reforça que pode ser algo específico do lote, acabamento ou até resíduos deixados no processo de fabricação.


Também achei interessante a conclusão depois de tantos testes, porque lavar bem antes do uso parece ter resolvido parte dos casos. Para quem gosta de registrar detalhes e acompanhar conteúdos sobre relógios nas redes, dá para baixar do instagram fotos e vídeos de modelos e comparativos que chamem atenção.

#9
Fórum principal / Res: Novo "Omega Speedmaster R...
Última postagem por viniciussg1995 - 29 Setembro 2026 às 13:22:46
Gostei dessa reedição, porém como o Flávio pontuou, 15mm é foda
#10
Fórum principal / Res: Meu breve contato com a h...
Última postagem por igorschutz - 29 Setembro 2026 às 08:41:11
Uma grata surpresa seu artigo. Parabéns e obrigado por compartilhar conosco.