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#51
Fórum principal / Res: Qual a sua última aquisiç...
Última postagem por helio - 23 Janeiro 2026 às 13:36:30
Primeira bobagem de 2026

Comprei por causa das alças que achei exoticas, bem grande pra época (deve ter uns 38mm) e uma pechincha achada num grupo do facebook
[]s
#53
Fórum principal / Res: Mido calibre 72
Última postagem por flávio - 12 Janeiro 2026 às 11:23:37
Vou além: marcha diária média me diz pouco sobre qualidade de um relógio. Qual é  melhor, um movimento que faz 10 segundos ao dia, faça sol, chuva, corda cheia, baixa, todos os dias fazendo 10, ou um que faz, todo dia, 1 segundo ao dia. Mas isso só ocorre porque ele ganha um minuto durante o uso diário e, colocado à noite, no criado mudo, perde 59... Pensei nisso... Marcha diária média é um parâmetro apenas sobre qualidade de relógio, talvez o menos importante deles.
#54
Fórum principal / Res: Os piores lançamentos de ...
Última postagem por Octávio Ferraz - 10 Janeiro 2026 às 14:59:45
Essa questão do cavalo-marinho a laser parece piada. E o engraçado é que o Casio talvez seja o que menos merecesse estar numa lista assim, embora o relógio seja uma coisa...
#55
Fórum principal / Res: Os piores lançamentos de ...
Última postagem por fbmj - 10 Janeiro 2026 às 00:05:12
Infelizmente a Ômega tem dessas, pegando o exemplo da linha 166.xxx que eu acho talvez a mais icônica já feita:
No começo, anos 60, tinha belezuras como essas:
166.010

166.020

Foi passando o tempo e aquilo virou essas aberrações nos anos 70:
166.085

166.094

#56
Fórum principal / Res: Os piores lançamentos de ...
Última postagem por Fernando - 09 Janeiro 2026 às 15:38:20
Sensacional!
#57
Fórum principal / Os piores lançamentos de 2025
Última postagem por flávio - 09 Janeiro 2026 às 13:59:10
O design dos anos 90 caracterizava-se pelo uso de elementos orgânicos, muitas vezes resultando em objetos que pareciam não ter sido criados para serem usados por seres humanos. A Oakley explorou muito bem essa estética, tanto em relógios quanto em óculos, e o modelo que mais me vem à memória desse período são os "Over the Top". Estranhos à época, acabaram se tornando ícones alguns anos depois, por refletirem com precisão a cultura streetwear daquele momento. O lançamento do G-Shock "Alien" resgata esse espírito dos anos 90 e do início dos anos 2000 e, dirão alguns, trata-se de uma excelente jogada da Casio ao dialogar com as novas gerações e com o público mais jovem. Sabe aqueles filmes B que são tão ruins que acabam sendo bons? Pois é. Pensei bastante antes de colocar este relógio na lista, pois é perfeitamente possível que seu design se torne um sucesso — e até um ícone — em pouco tempo. Ainda assim, não me parece um relógio feito para a maioria das pessoas. Talvez para um alienígena. Por parecer um produto aportado no planeta Terra vindo de outro mundo — e de um lugar de onde, na minha opinião, não deveria ter saído —, ele merece o 5.o lugar na lista.






Quando a Omega lançou a primeira geração do Planet Ocean — da qual, inclusive, possuo um exemplar — o sucesso foi imediato: associação ao personagem James Bond, resgate claro dos códigos de design do passado (Seamaster 300) e altíssima resistência à água, tudo reunido em um pacote surpreendentemente elegante para um relógio com 600 metros de estanqueidade. Com o passar do tempo, veio um novo calibre mais espesso, o fundo em cristal de safira, lunetas em cerâmica... e o que era elegante transformou-se em um cebolão no pulso. Uma bigorna descomunal, a ponto de a crítica especializada passar a clamar por mudanças. A Omega ouviu as críticas e... retirou o cristal de safira do fundo para reduzir a espessura, retomando o cavalo-marinho — não esculpido, mas gravado a laser, numa preguiça difícil de justificar. Acrescentou ainda arestas trapezoidais às garras, traço comum em alguns modelos da Seiko, eliminando os vincos fluidos que caracterizavam as gerações anteriores. Reduziu também o tamanho do mostrador, que passou a parecer desproporcional em relação à caixa, como se algo estivesse sobrando ali. Mas o pior não foi isso, e sim o preço: inacreditáveis 10 mil dólares, território do Submariner — o que, previsivelmente, tende a resultar em descontos no varejo. Por ter levado um terno de Savile Row que tinha em mãos para ajustes em um costureiro de bairro sem a devida proficiência, com resultados absolutamente previsíveis, o Planet Ocean merece o 4.o lugar na lista.


Sou suspeito, pois não sou grande fã de relógios em cerâmica, especialmente os mais chamativos. Para comemorar seus 160 anos, a Zenith lançou uma linha de cronógrafos em cerâmica azul. O uso do material está em alta — não há como negar — e até a Audemars Piguet, que vem dialogando com um público mais jovem, já recorreu tanto à cerâmica quanto a essa paleta de cores. No caso da Zenith, porém, o resultado simplesmente não funcionou. Talvez por fazer parte do mesmo grupo da Hublot, a marca tenha sido atingida pelo raio "hublotizador" e acabado entregando algo que mais parece um modelo da irmã corporativa. O problema é que o relógio ficou com aparência de produto barato: plástico, vagabundo, indigno de uma peça comemorativa. Por criar um relógio de 15.500 dólares que se parece com um brinde do Sucrilhos Kellogg's, ele merece o 3.o lugar nesta lista.



Os calibres de cronógrafo da série 8 da Seiko estão entre os mais tecnicamente avançados do mercado. Por uma escolha estratégica, porém, equipam modelos de preço médio, como os Speedtimer, e recebem apenas um acabamento "dá para o gasto". Na minha opinião, bastaria usar essa base, aplicar a devida decoração, e o movimento poderia equipar qualquer modelo da linha Grand Seiko com louvor. Mas não. A Seiko optou por criar um novo cronógrafo para demonstrar sua capacidade técnica e, em vez de partir do zero com um movimento integrado, adaptou sua base de alta frequência e escape Dual Direct a um módulo recém-criado. Com o devido respeito, construção modular de cronógrafo não é o que se espera de alta relojoaria. Soa preguiçoso. No caso do Tokyo Lion, o pior nem é o uso desse movimento — que resultou, como esperado, em uma caixa de espessura considerável —, mas a completa bagunça estética: dezenas de facetados, cores estranhas, proporções excessivas. Tudo errado. Por ter criado um relógio que parece fruto da colisão entre um Jeep de algum exército africano e uma picape da Tesla, ele merece o 2.o lugar na lista.



Reza a lenda — porque confesso que não tive coragem de assistir — que a série de filmes Cinquenta Tons está entre as piores do cinema: começou ruim e terminou ruim. No ano passado,  elegi o Patek Cubitus como o pior lançamento do ano, por uma soma de fatores difíceis de ignorar: declarações soberbas de seu presidente, preço absurdo, design preguiçoso (algo que o ChatGPT faria melhor), enfim, tudo errado. Neste ano, reduziram o tamanho do relógio e, em certo sentido, conseguiram torná-lo "menos pior". Ainda assim, como no cinema, é muito difícil consertar uma franquia que já nasce ruim. Por entronizar tudo de mais nocivo da indústria relojoeira suíça contemporânea — soberba, preços elevados que não se refletem em artesania, e uma preguiça deliberada travestida de tradição —, o Cubitus merece, novamente, o primeiro lugar nesta lista.


#58
Fórum principal / Res: As Frustrações de um Horo...
Última postagem por Alexandre Guerra - 08 Janeiro 2026 às 22:08:49
Parabéns pelo ótimo texto. Obrigado por compartilhar.
#59
Fórum principal / Res: Mido calibre 72
Última postagem por igorschutz - 08 Janeiro 2026 às 13:03:35
A afirmação de que "a regulagem é feita no balanço, a laser, impossibilitando o ajuste fino no "cabelo"" não procede, até pq o Calibre 72 da Mido não possui regulador e, portanto, não se mexe na mola ("cabelo"), e sim nos parafusos ajustáveis.

Portanto, é possível sim regular esse escapamento.
#60
Fórum principal / Mido calibre 72
Última postagem por Paulo Castro - 07 Janeiro 2026 às 10:15:44
Comprei um Mido calibre 72 automático novo e estou usando há 25 dias. Estou impressionado com a baixa precisão de um relógio com essa marca. Não é cronômetro mas está marcando consistentemente + 10 segundos/dia, valores muito piores que de relógios equipados com o NH35 da Seiko, por exemplo.
E ainda há o agravante de que a regulagem é feita no balanço, a laser, impossibilitando o ajuste fino no "cabelo".
Gostaria de saber a opinião da turma que entende.
Obrigado.