A história do El Primero

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Offline flávio

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A história do El Primero
« Online: Ontem às 15:36:43 »
Rapaz... Esses posts para Instagram me tomam um tempo do cacete, difícil encaixar tudo em 2200 caracteres. Fosse aqui, tinha escrito muito mais, muito embora já exista tópico sobre o assunto. Então, este é o post.

Em 1911, em um distrito de Le Locle chamado Le Ponts de Martel, Georges Pellaton Steudler fundou uma empresa que se especializou na produção de cronógrafos, a Martel Watch Co, que alguns anos depois passou a fornecer movimentos para a Zenith. Em 1958, a Zenith adquiriu a Martel, que continuou a fabricar seus produtos em Le Ponts de Martel, inclusive mantendo seus funcionários, entre os quais se encontrava um jovem projetista, chamado Charles Vermot. Ainda em 1962, com o “know how” adquirido da Martel e auxílio de Vermot, a Zenith iniciou o projeto do primeiro cronógrafo automático da história, visando lançá-lo ao mercado no seu centenário, em 1965. A tarefa, muito complexa, não foi concluída a tempo… Em 1967, a Zenith soube que um consórcio criado entre Breitling, Hamilton Buren, Dubois Depraz e Heuer Leonidas também havia entrado no páreo na disputa pelo lançamento do primeiro cronógrafo automático. Então, acelerou o passo e, em janeiro de 1969, mostrou à imprensa o mecanismo, que recebeu o nome de “El Primero” (“o Primeiro”, em esperanto). A festa durou pouco… Em 1971, os custos altíssimos do projeto e o surgimento dos relógios eletrônicos impactaram as finanças da empresa, que acabou vendida para a Zenith Radio Corporation, dos Estados Unidos. Em 1975, Vermot, agora Chefe do Departamento de Produção, recebeu ordem para cessar a fabricação do El Primero. Indignado, escreveu aos diretores, que lhe responderam: “acorde, estamos na era da eletrônica!” Não satisfeito, Vermot paulatinamente escondeu o ferramental para construção do El Primero no sótão da empresa, que lá ficou esquecido por vários anos. Em 1984, a Zenith estava praticamente falida, quando Ebel e Rolex lhe procuraram para firmar um contrato para compra de milhares de El Primero. Impossível, disseram os diretores, não temos mais o ferramental. E um emotivo Vermot disse: temos sim, escondi tudo no sótão…. A Zenith, empresa fundada em 1865, estava salva. Em agradecimento, Vermot recebeu um jantar e relógio de presente…. Adquiri este El Primero, um símbolo da resiliência da indústria suíça, há cerca de 7 anos, até que perdi o interesse em ter mais relógios: suas fantásticas histórias me bastam.


Re:A história do El Primero
« Resposta #1 Online: Ontem às 19:22:19 »
Fantástico Flávio. Conhecia e amo a história e a forma como se deu o processo de preservação desse Fantástico mecanismo. Pra mim um dos melhores cronógrafos.
Tenho o primo pobre. Tag Link Calibre 36 que traz o mesmo mecanismo.

Abraços

Enviado de meu SM-N975F usando o Tapatalk


Re:A história do El Primero
« Resposta #2 Online: Ontem às 23:13:11 »
Esse Zenith, na minha opinião, é um relógio perfeito. Não poria nem tiraria nada nele. É um dos que estão na minha lista de sonhos de consumo.