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Dificuldade em atingir um bom polimento espelhado

Iniciado por vm4sx, 23 Abril 2026 às 02:42:10

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vm4sx

Olá, pessoal,

Sou entusiasta da relojoaria e, recentemente, comecei a me aventurar no restauro e polimento de caixas de relógios vintage (principalmente aço inox). Meu objetivo é preservar ao máximo a geometria original, mas estou enfrentando uma dificuldade persistente no acabamento final.

Meu processo atual é o seguinte:
1.   Lixamento: Quando a peça tem marcas profundas, uso lixas de 400 até 2000 (com apoio rígido para manter as quinas).
2.   Polimento no motor:
• Roda de feltro com composto branco.
• Roda de algodão rígido com composto verde.
• Roda de algodão macio com composto azul.
• Acabamento final com algodão macio e composto vermelho (rouge).

O problema:
Embora as peças terminem com um brilho espelhado muito bonito, quando olho sob luz forte ou em certos ângulos, vejo micro-riscos muito finos ou uma espécie de "névoa" (haze) que parece uma sujeira engordurada, mas que não sai na limpeza.

Estou usando algumas peças de teste (sucatas e fechos) para não arriscar relógios valiosos, mas queria muito refinar minha técnica para chegar em um nível mais profissional.

Conversando com alguns amigos estrangeiros, comentaram que eu poderia estar deixando as marcas de lixas grossas persistirem através da evolução das lixas, e que essa poderiam estar causando esse problema. Contudo, testei passar algumas peças somente no motor e o problema persistiu, mesmo sem lixar, vejo essas marcas. Isso me leva ao questionamento de que talvez as pastas ou rodas de polimento sejam um problema, pois uso material nacional (pastas jacaré).

Minha esperança é que alguém que já tenha trilhado esse caminho consiga me dar alguma luz.

Agradeço desde já qualquer dica ou crítica construtiva!

Obscuro

Vamos lá sou do ramo de tintas automotivas e estética veicular, o início do seu processo está correto, lixa 400 a 2000, após este processo com lixa seria a hora de polimento com pasta de polir n2, depois massa de polir n1 para acabamento fino e para finalizar uma cera de carnauba.
viva a vida

Adriano

#2
Faltou uma das informações mais importantes aí: qual velocidade está usando?

Só use lixa se estiver muuuuito danificado/riscado. Não me considero polidor profissional mas sei fazer polimentos decentes e com resultados que algumas pessoas acham muito bom (melhor do que muitos profissionais).

Não faço nada na mão, exceto raros escovados.

Para acabamento polido em aço inox, em 95% dos casos, uso roda de feltro em alta velocidade com massa de polir > roda de algodão em alta velocidade com massa de polir > roda de algodão em baixa velocidade com massa de lustre.

No aço inox, defeitos profundos tiro com escova de borracha abrasiva em baixa velocidade. E daí sigo a ordem acima.

No ouro, mesmo processo acima, pulando o primeiro passo (feltro em alta velocidade), a não ser que tenha defeitos profundos.

Só. Nada manual após o lustre. Qualquer coisa manual após isso deixa risco, por causa da baixa velocidade.

Meu palpite aí é que o que está deixando riscado é o processo manual. Tanto o uso de lixas no início como o algodão no fim.

Preparo das rodas e limpeza frequente delas é essencial. Não misturar as rodas também, para não contaminar, principalmente a de lustre.

E velocidade. Baixa velocidade é algo em torno de 1.500~1.800 rpm, e alta velocidade algo entre 3.500~3.800 rpm.

A massa Jacaré acho muito grosseiras para essa finalidade. As Polimax são bem boas pelo que custam. Mas nada como algo importado. Massa de lustre a melhor que conheço é a da A*F. Mas no passado tinha uma argentina nas fornituras do centro de SP que era bem boa. Uma barrinha pequena, que era um cilindro na verdade.

Mas eu indicaria massas Dialux ou Luxor. Não sei se vende aqui no Brasil. Se não, tem que buscar em eBay e etc.

Abs.,

Adriano