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Mensagens - flávio

#1
Fórum principal / Res: Relogios de trincheira
07 Fevereiro 2026 às 10:05:36
Cara, não confie demais na IA. Aliás, não confie... Inventa informações pra caralho! Eu uso muito IA, mas para criar esqueletos de texto após muita pesquisa e prompts meus e... Até personagem inexistente na história da relojoaria o Claude já criou... Chat GPT inventa menos, mas redige mal demais, crê em Deus pai
#2
Fórum principal / Res: Relogios de trincheira
04 Fevereiro 2026 às 15:56:11
Já leu meu artigo no blog sobre a invenção do relógio de pulso?

https://relogiosmecanicos.com.br/curiosidades/a-historia-do-relogio-de-pulso/
#4
Fórum principal / Res: Mido calibre 72
12 Janeiro 2026 às 11:23:37
Vou além: marcha diária média me diz pouco sobre qualidade de um relógio. Qual é  melhor, um movimento que faz 10 segundos ao dia, faça sol, chuva, corda cheia, baixa, todos os dias fazendo 10, ou um que faz, todo dia, 1 segundo ao dia. Mas isso só ocorre porque ele ganha um minuto durante o uso diário e, colocado à noite, no criado mudo, perde 59... Pensei nisso... Marcha diária média é um parâmetro apenas sobre qualidade de relógio, talvez o menos importante deles.
#5
Fórum principal / Os piores lançamentos de 2025
09 Janeiro 2026 às 13:59:10
O design dos anos 90 caracterizava-se pelo uso de elementos orgânicos, muitas vezes resultando em objetos que pareciam não ter sido criados para serem usados por seres humanos. A Oakley explorou muito bem essa estética, tanto em relógios quanto em óculos, e o modelo que mais me vem à memória desse período são os "Over the Top". Estranhos à época, acabaram se tornando ícones alguns anos depois, por refletirem com precisão a cultura streetwear daquele momento. O lançamento do G-Shock "Alien" resgata esse espírito dos anos 90 e do início dos anos 2000 e, dirão alguns, trata-se de uma excelente jogada da Casio ao dialogar com as novas gerações e com o público mais jovem. Sabe aqueles filmes B que são tão ruins que acabam sendo bons? Pois é. Pensei bastante antes de colocar este relógio na lista, pois é perfeitamente possível que seu design se torne um sucesso — e até um ícone — em pouco tempo. Ainda assim, não me parece um relógio feito para a maioria das pessoas. Talvez para um alienígena. Por parecer um produto aportado no planeta Terra vindo de outro mundo — e de um lugar de onde, na minha opinião, não deveria ter saído —, ele merece o 5.o lugar na lista.






Quando a Omega lançou a primeira geração do Planet Ocean — da qual, inclusive, possuo um exemplar — o sucesso foi imediato: associação ao personagem James Bond, resgate claro dos códigos de design do passado (Seamaster 300) e altíssima resistência à água, tudo reunido em um pacote surpreendentemente elegante para um relógio com 600 metros de estanqueidade. Com o passar do tempo, veio um novo calibre mais espesso, o fundo em cristal de safira, lunetas em cerâmica... e o que era elegante transformou-se em um cebolão no pulso. Uma bigorna descomunal, a ponto de a crítica especializada passar a clamar por mudanças. A Omega ouviu as críticas e... retirou o cristal de safira do fundo para reduzir a espessura, retomando o cavalo-marinho — não esculpido, mas gravado a laser, numa preguiça difícil de justificar. Acrescentou ainda arestas trapezoidais às garras, traço comum em alguns modelos da Seiko, eliminando os vincos fluidos que caracterizavam as gerações anteriores. Reduziu também o tamanho do mostrador, que passou a parecer desproporcional em relação à caixa, como se algo estivesse sobrando ali. Mas o pior não foi isso, e sim o preço: inacreditáveis 10 mil dólares, território do Submariner — o que, previsivelmente, tende a resultar em descontos no varejo. Por ter levado um terno de Savile Row que tinha em mãos para ajustes em um costureiro de bairro sem a devida proficiência, com resultados absolutamente previsíveis, o Planet Ocean merece o 4.o lugar na lista.


Sou suspeito, pois não sou grande fã de relógios em cerâmica, especialmente os mais chamativos. Para comemorar seus 160 anos, a Zenith lançou uma linha de cronógrafos em cerâmica azul. O uso do material está em alta — não há como negar — e até a Audemars Piguet, que vem dialogando com um público mais jovem, já recorreu tanto à cerâmica quanto a essa paleta de cores. No caso da Zenith, porém, o resultado simplesmente não funcionou. Talvez por fazer parte do mesmo grupo da Hublot, a marca tenha sido atingida pelo raio "hublotizador" e acabado entregando algo que mais parece um modelo da irmã corporativa. O problema é que o relógio ficou com aparência de produto barato: plástico, vagabundo, indigno de uma peça comemorativa. Por criar um relógio de 15.500 dólares que se parece com um brinde do Sucrilhos Kellogg's, ele merece o 3.o lugar nesta lista.



Os calibres de cronógrafo da série 8 da Seiko estão entre os mais tecnicamente avançados do mercado. Por uma escolha estratégica, porém, equipam modelos de preço médio, como os Speedtimer, e recebem apenas um acabamento "dá para o gasto". Na minha opinião, bastaria usar essa base, aplicar a devida decoração, e o movimento poderia equipar qualquer modelo da linha Grand Seiko com louvor. Mas não. A Seiko optou por criar um novo cronógrafo para demonstrar sua capacidade técnica e, em vez de partir do zero com um movimento integrado, adaptou sua base de alta frequência e escape Dual Direct a um módulo recém-criado. Com o devido respeito, construção modular de cronógrafo não é o que se espera de alta relojoaria. Soa preguiçoso. No caso do Tokyo Lion, o pior nem é o uso desse movimento — que resultou, como esperado, em uma caixa de espessura considerável —, mas a completa bagunça estética: dezenas de facetados, cores estranhas, proporções excessivas. Tudo errado. Por ter criado um relógio que parece fruto da colisão entre um Jeep de algum exército africano e uma picape da Tesla, ele merece o 2.o lugar na lista.



Reza a lenda — porque confesso que não tive coragem de assistir — que a série de filmes Cinquenta Tons está entre as piores do cinema: começou ruim e terminou ruim. No ano passado,  elegi o Patek Cubitus como o pior lançamento do ano, por uma soma de fatores difíceis de ignorar: declarações soberbas de seu presidente, preço absurdo, design preguiçoso (algo que o ChatGPT faria melhor), enfim, tudo errado. Neste ano, reduziram o tamanho do relógio e, em certo sentido, conseguiram torná-lo "menos pior". Ainda assim, como no cinema, é muito difícil consertar uma franquia que já nasce ruim. Por entronizar tudo de mais nocivo da indústria relojoeira suíça contemporânea — soberba, preços elevados que não se refletem em artesania, e uma preguiça deliberada travestida de tradição —, o Cubitus merece, novamente, o primeiro lugar nesta lista.


#6
Postado.
#7
Fórum principal / Os melhores lançamentos de 2025
06 Janeiro 2026 às 15:13:36
A indústria suíça de relógios parece sempre, ou quase sempre, jogar dentro da previsibilidade. Atualmente, a moda entre os independentes do país são os relógios de três ponteiros aparentemente simples, mas com acabamento primoroso, custando cerca de 80 mil francos. Gostem ou não, a criação do estúdio de Xangai, Fam Al Hut, o Mobius, subverte a maioria dos códigos estéticos suíços ao apresentar um turbilhão biaxial, com marcadores de horas e minutos retrógrados. Pode não agradar a todos, mas pelo menos é algo que veste facilmente no pulso — ao contrário, por exemplo, da maioria das criações da MB&F, a primeira coisa que me vem à mente com pegada semelhante. Mas o melhor é o preço: cerca de 35 mil dólares. A Suíça não consegue, ou não quer, fazer coisa semelhante atualmente em seu território por menos de cinco vezes esse valor. Por representar um sopro de novidade numa indústria conservadora, merece o 5º lugar na lista.

O Peterman-Bédat 1825 é, sim, um representante da moda atual entre os independentes: relógios de três ponteiros, aparentemente simples, mas com acabamento primoroso e que invariavelmente custam um rim (no caso, 80 mil dólares). Mas beleza não é simplesmente moda; é o que é, algo que simplesmente agrada aos olhos. E como é belo o modelo 1825! A começar pelo mostrador verde esmaltado com duas técnicas, champlevé e flinqué. A caixa segue o padrão tradicionalíssimo, com garras soldadas, tudo em ouro. Mas o principal é o design equilibrado e não usual. Para dizer a verdade, não lembro de nada semelhante, que utilize uma ponte central em forma de "sino". Tudo meticulosamente acabado, perfeito. Merece o 4º lugar na lista.

Escapamentos totalmente mecânicos com impulso magnético já foram produzidos no passado e utilizados em despertadores. Mas nada similar à abordagem da Breguet no seu modelo Experimentale 1, que utiliza "trilhas magnéticas" em suas rodas de escape, de modo que o impulso ocorra de forma totalmente sem contato entre as partes. Mas não só isso: com um "empurrão" de fluxo constante de energia, torna-se possível que o relógio tenha uma marcha diária de até um segundo por dia — algo só alcançável na relojoaria mecânica portátil nos cronômetros de marinha. Mais importante ainda é o fato de que essa solução tecnicamente avançada e complexa surge num modelo da Breguet, honrando a imagem do relojoeiro homônimo, uma das mentes mais inventivas da história. Merece o 3º lugar na lista.

Imagine uma marca relativamente nova no mercado, como a Christopher Ward, criando um relógio totalmente ambicioso, com movimento de 144 horas de reserva de marcha, design industrial que chama atenção em qualquer lugar, sem parecer artificial, excelente acabamento e por 5 mil dólares. É isso que se encontra no Loco, modelo que segue o lançamento anterior da marca, o Bel Canto — ambos subvertendo as normas de preço da indústria. Por oferecer um relógio que aparenta custar muito mais do que custa, algo raríssimo, para não dizer inexistente, na indústria suíça de relógios, merece o 2º lugar na lista.

Thomas Mudge criou o escapamento de âncora para relógios portáteis em meados do século XVIII. Aperfeiçoado décadas depois por Josiah Emery, ainda demoraria quase 100 anos para que fosse realmente adotado como padrão na indústria suíça. Diversas marcas tentaram introduzir novos escapamentos em série em suas linhas de produção, mas apenas a Omega teve sucesso, com o escape Co-Axial, já na década de 1990. A Rolex, normalmente conservadora em suas criações, apresentou neste ano o Land-Dweller que, se visualmente joga no time conhecido do Oysterquartz do passado, traz em seu interior um escapamento totalmente novo, com impulso tangencial e duas rodas de escape. Mas não só isso. O movimento utilizado é o mais bem acabado já construído pela Rolex, assim como a pulseira, que, devido ao diminuto ponto de fixação à caixa, utiliza buchas e pinos em cerâmica — um exemplo de superdimensionamento voltado à durabilidade que só a marca faria. Por trazer um escapamento novo e que fatalmente será produzido em massa em breve, merece o 1º lugar na lista.
#9
Fórum principal / Relógios Caveira
18 Dezembro 2025 às 17:06:59
"Lembra-te de quão breve é a minha vida; para que fins criaste em vão todos os filhos dos homens? Que homem há, que viva, e não veja a morte? Ou que livre a sua alma do poder da sepultura?" — Salmos 89:47–48
Esta passagem ressalta a brevidade inexorável da existência humana. No hebraico, a palavra traduzida como "breve" refere-se à transitoriedade da vida e, no encadeamento do salmo, conduz à pergunta sobre a "futilidade" da criação — não uma negação da vida, mas reconhecimento de sua efemeridade. O salmista questiona o propósito da criação diante da certeza da morte, pergunta que atravessaria a filosofia ocidental e a relojoaria do século XVII.
Entre 1570 e 1650, no auge das guerras religiosas e epidemias na Europa, mestres relojoeiros criaram objetos que materializavam este questionamento: os relógios-caveira. Não eram curiosidades macabras, mas declarações filosóficas portáteis.
Estes relógios tinham caixas esculpidas em forma de crânios — alguns em prata, outros em marfim, os raros em ouro. O movimento era acessado pela mandíbula ou topo do crânio. Muitos apresentavam olhos esmaltados que pareciam seguir o observador, lembrando que a morte observa a todos.
Havia uma contradição proposital: eram símbolos de riqueza e humildade. Possuir um relógio no século XVII era privilégio de pouquíssimos — mestres como Isaac Penard, criador do movimento que ilustra o post, dominavam esta arte. Ao adquirir este símbolo em forma de caveira, o proprietário declarava compreender a futilidade de suas posses.
Como escreveu Petrarca: "E assim fugindo, o mundo gira / Nem repousa ou permanece / Até que tenha te feito nada além de pó." A ampulheta, companheira da Morte nas representações artísticas, aqui encontrava sua versão mecânica: o relógio que media o tempo até o fim.
Em 1776, Jean-Baptiste Pigalle colocou uma ampulheta nas mãos do esqueleto da Morte no monumento de d'Harcourt em Notre-Dame. Mas os relógios-caveira iam além: eram memento mori pessoais, usados próximo ao coração.
Estes relógios não celebravam a morte, mas convocavam à vida consciente. Cada tique-taque ecoava Eclesiastes: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade." Eram lembretes de que nenhum homem vive sem ver a morte.

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#10
Aliás, a interface do forum era muito fácil, bastava ter o Fórum instalado via Tapatalk. Outro dia não estava conseguindo subir imagens mais, mas parece que foi solucionado. Tentem, por favor.
#12
Fórum principal / Res: Mondaine 70 anos.
13 Novembro 2025 às 16:45:09
Eu não curti o technos 100 anos, todo desproporcional. Aliás, a linha 1958 deles, ainda grande ao que se propõe, é mil vezes mais equilibrada

Enviado de meu SM-A528B usando o Tapatalk

#13
Fórum principal / Res: Omega Dynamic
24 Outubro 2025 às 15:06:07
Passa o link dessa foto acima pois também fiquei curioso com esses Dynamic sem guarda
#14
Rapaz, parece uma bigorna! hahahah
#17
Sou da seguinte teoria: relógio dress ou complicado, com movimento minimamente razoável, aberto. Qualquer outra coisa, fechado. Ps. A Omega deveria ter mantido fechados seus relógios, como a Rolex, e ainda ganharia um mm a menos nas caixas.
#19
Fórum principal / Res: Livros de relojoaria
23 Setembro 2025 às 15:20:33
Citação de: mvmsilva online 22 Setembro 2025 às 15:22:04Fala pessoal!

Eu comprei o livro no site da editora e chegou até bem antes do prazo dado por eles. Ainda não consegui sentar para ler mais a qualidade do papel é de uma "impressão simples" a laser colorida, mas com Capa dura e essa sim muito boa no meu ponto de vista. Pelo valor acho que vale muito!

O Livro novo do Passarelli no site do Clube de Autores eles até colocaram uma versão mais em conta, sai por R$: 248,95 a capa simples. O que me pegou ainda além do preço é que parece mais ser mais introdutório a básico. Mas é impressão, teria que olhar com mais calma o indice do livro ou um review do Flavio... rs

Abraços
Marcos Marques
@marcos_tiquetech
 


O último livro do Adriano não tem nada de introdutório ou simples, mesmo para mim, que tenho um conhecimento acima da média. Estou quase na metade já, lendo até rápido (uma semana). Detectei alguns erros de grafia no texto e um erro de conceito, já comunicados a ele. Como as impressões são por demandas, serã corrigidas.
#20
Fórum principal / Res: Livros de relojoaria
22 Setembro 2025 às 11:11:55
Eu recebi o livro em 15 dias... E achei uma pechincha pelo que é, muito embora a qualidade do papel e impressão não seja a do livro do Adriano, por exemplo. Mas o livro do Adriano ficou bem caro, sob qualquer aspecto que se olhe. Veja, não estou dizendo que 450 reais não valham a pena, pois valem, isso é o que eu gasto num almoço de domingo com a esposa. E um almoço dura 2 horas, enquanto o livro eu demorarei meses para ler. Mas 450 reais num livro é caro para livros, nada no Brasil custa isso. Mas eu definitivamente recomendo, de qualquer forma. Eu até falei para o ADriano que se ele conseguisse um modo de imprimir mais barato, ainda mantendo sua margem, talvez até vendesse mais, sei lá....