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Tópicos - flávio

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Fórum principal / A história da Mondaine
« Online: Ontem às 19:59:42 »
Excelente trabalho do Leandro, do canal GMT-3. Vejam

https://youtu.be/M3hWfRBC3IY

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Fórum principal / Sobre o Big Ben...
« Online: Ontem às 16:46:19 »
Influenciado pelo regulador de pedestal que tenho em casa, que toca a melodia, além de outras, bem como por leituras que voltei a fazer sobre tais relógios, eis um resumo rápido sobre o Relógio da Torre ou, como é apelidado (incorretamente, diga-se de passagem...) de Big Ben.

Em 16 de outubro de 1834, o antigo Palácio de Westminster, construído no século XI, foi consumido por um incêndio provocado pelo superaquecimento da chaminé de um dos seus fogões.

O prédio ficou tão danificado que uma restauração se mostrou impossível e, ainda no ano de 1835, a Coroa propôs uma competição para escolher um projeto que o substituísse. Entre as 97 inscrições, foi escolhida a de número 67, dos arquitetos Charles Barry e Augustus Pugin, um prédio em estilo neogótico com uma imensa torre contendo um relógio.

O Astrônomo Real George Biddell Airy, então, foi contatado para especificar os requisitos do relógio a ser instalado: necessitava bater as horas, e com uma precisão de no máximo um segundo ao dia. Impossível, disseram os relojoeiros, um relógio tão grande e sujeito a tantas intempéries nunca alcançará esta precisão. Mas Biddell não se convenceu e insistiu na tal “precisão de um segundo ao dia”.

O relojoeiro amador Edmund Beckett (Lord Grimthorpe), então, debruçou-se sobre a questão e, depois de 5 projetos diferentes, apresentou a Biddell Airy um sistema que isolava completamente o pêndulo do relógio dos gigantescos ponteiros, de modo que variações de torque, chuva, neve, não influenciariam sua precisão.

Beckett, que havia estudado em Cambridge, incorporou às batidas do relógio a melodia, na verdade um louvor, idêntica a do relógio instalado na universidade ("All through this hour/Lord be my guide/And by Thy power/No foot shall slide")

O relógio, cuja construção foi deixada a cargo de E.J Dent, foi concluída em 1859, com precisão inferior aos requerimentos (cerca de 5 segundos por semana). A corda, realizada de forma manual até os dias de hoje, precisava ser dada 3 vezes por semana. O ajuste de precisão, por sua vez, podia ser feito a partir da colocação de pequenas moedas no topo do pêndulo (cada penny adianta o relógio em 4 décimos de segundo).

Com a criação do telégrafo, o horário do Observatório de Greenwich passou a ser transmitido todos os dias para o relógio, de forma a mantê-lo ajustado com os melhores reguladores de precisão lá instalados. Atualmente, os relojoeiros que o ajustam ligam para o “Hora Certa” local.

A precisão absurda do relógio e o toque da melodia em seu sino, apelidado “Big Ben”, tornaram-se símbolos do Reino Unido e da chamada “pontualidade britânica”.



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Fórum principal / Novos Oris Aquis
« Online: 04 Maio 2021 às 12:13:45 »
A Oris reformulou o visual dos seus Aquis, que possuem profundímetro. Aliás, tenho uma lembrança clara da minha adolescência, quando lançaram os Citizen Aqualand e, conquanto fossem algo absolutamente inútil para uma criança ou adolescente, era o sonho de consumo de todas. Eu nunca tive um...

Os relógios mecânicos atuais que possuem marcadores de profundidade normalmente usam uma membrana (um aneróide)conectado a um ponteiro para viabilizar o sistema.

O método criado pela Oris é ultra engenhoso, simples e a prova de defeitos: eles simplesmente criaram um furo em forma de canal circular no cristal de safira... E este canal é fosco, sendo que à medida que você afunda na água, a pressão aumenta e água penetra no interior, comprimindo o ar que normalmente que lá existe. Através do contraste criado com a superfície fosca do canal criado no cristal de safira, é possível enxergar a profundidade. Nada mais simples e a prova de defeitos (na foto abaixo, a profundidade marcada é de 5 metros, o canal é da esquerda para a direita).

Curti o desenho e conceito do relógio, conquanto não servisse para mim, pois tem 46 mm.

Vejam
https://monochrome-watches.com/oris-aquis-depth-gauge-2021-revamped-price/


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Fórum principal / Revisitando o RM3 e 20 anos de FRM!
« Online: 30 Abril 2021 às 16:23:26 »
20 anos... São vinte anos ou mais girando este fórum de discussões, que aos trancos e barrancos sobreviveu a todos os modelos de mídias virtuais, mesmo tendo sido criado na era da internet discada.

O fórum, como sabem, surgiu como "filho" do site mãe, o blog, que havia criado pelo menos um ano antes, salvo engano no ano 2000.

Eu agradeço a todos por terem se reunido aqui durante todos estes anos, muito embora, há algum tempo, a frequência tenha diminuído: os tempos são outros, as redes sociais são uma realidade e, infelizmente, os colecionadores mais antigos estão ficando velhos (na idade mesmo...).

Passei mais da metade da minha vida escrevendo sobre relojoaria e, se nada acontecer, haja o que houver, prosseguirei escrevendo.

Lembrei-me do dia no qual vários se encontraram em São Paulo, após anos de conversas apenas virtuais, para celebrar a amizade surgida aqui. Bebi um pouco mais do que deveria no evento da Daslu e depois... Paciência...

Minha mãe, há 20 anos, percebendo que eu gastava dinheiro que não tinha comprando livros sobre relojoaria e até mesmo alguns modelos, disse que eu estava desperdiçando recursos numa "bobagem". Eu lhe disse que na verdade estava fazendo um investimento.

E hoje, 20 anos depois, eu tenho certeza que provei meu ponto de vista: o investimento me rendeu dezenas de amigos, viagens, histórias, etc, conectadas por aquilo que parecia um inútil hobby.

Obrigado!

Posto aqui, também, o rápido texto que publiquei no Instagram para lembrar a data (os posts na plataforma, como ressaltei há alguns dias, nunca terão a densidade daqui).

No dia 30 de abril de 2011, há exatos dez anos, participantes do “Fórum Relógios Mecânicos” de diversos estados reuniram-se na Amsterdam Sauer Villa Daslu, em São Paulo, para a entrega de 42 relógios desenvolvidos em parceria com a marca.

O projeto, que iniciou cerca de um ano antes, contou com a colaboração de dezenas de foristas, mas não teria saído do papel sem a intervenção direta dos amigos Marcos Sá e Miguel, bem como da diretora da Sauer, Rosanna D`Auria.

Algumas questões técnicas precisaram ser superadas, como o azulamento térmico dos ponteiros e numeral alusivo aos 10 anos de existência do site.

O relógio, batizado RM3 (os modelos RM1 e RM2 foram fabricados alguns anos antes pela Orient), tornou-se uma lembrança das amizades criadas a partir do interesse pelas histórias ligadas a relojoaria.

Há mais de 20 anos, quando iniciei-me no hobby, disseram-me que estava gastando recursos em algo totalmente inútil… Digo hoje que o “investimento” valeu a pena, tal o número de amizades que angariei em virtude do interesse comum, as histórias ligadas a relojoaria.

Especificações técnicas

Série limitada produzida pela Amsterdam Sauer em 2011, em 42 unidades
Movimento ETA 2824
42 mm
Preço no lançamento de R$ 1.999,00



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Fórum principal / Os primeiros relógios com caixa em cristal de "safira"
« Online: 28 Abril 2021 às 16:57:05 »
As caixas de relógio em safira e o sistema de equalização de força da mola por fuso e corrente são “novidades” muito apreciadas na indústria relojoeira moderna. Basta lembrar de alguns modelos fabricados pela Hublot, Lange & Sohne e Breguet.

O primeiro relógio que se tem notícia com o sistema de fuso, porém, é do ano de 1430 (“Relógio da Borgonha de Filipe, o Bom). Na época, ao invés de uma corrente em miniatura, usava-se um cordão feito de tripa de gato.

A caixa em cristal (pedra de quartzo lapidada), por sua vez, tornou-se moda no início do século XVII, por influência do relojoeiro francês Jean Rousseau (tataraneto do filósofo Jean-Jacques Rousseau).

O relógio das fotografias foi fabricado por volta de 1620 por C. Phelizot, em Dijon. Possui sistema de fuso e “corrente” (cordão de tripa de gato) e caixa em cristal de quartzo lapidado.

O ponteiro único, esmaltado na cor verde, representa uma salamandra. Na Idade Média, o animal era considerado mágico, pois acreditava-se que sobrevivia ao fogo. A lenda surgiu porque elas tinham o hábito de hibernar ocultas em toras de madeira que eram usadas como lenha; ao serem lançadas ao fogo, despertavam e, em virtude da umidade da sua pele, costumavam escapar ilesas.

O símbolo provavelmente é uma referência ao brasão do rei Francisco I da França (1515 – 1547), que continha uma salamandra, com o seguinte lema escrito: “Nutrisco et Extinguo” (Nutro o fogo bom e extingo o ruim). O brasão queria dizer que o rei protegia seu povo, o incentivando e apoiando, com sabedoria e força.

A salamandra usada no relógio, portanto, simboliza a paz e confiança em Deus, mesmo nos momentos mais difíceis.

Fotos do Museu Internacional de Relojoaria de La Chaux de Fonds


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Fórum principal / Uma visita a RGM
« Online: 27 Abril 2021 às 14:55:35 »
Foi publicado um vídeo relativamente longo há alguns dias retratando uma visita a RGM. Considerando que são os únicos que fazem um relógio totalmente "em casa" nos EUA, e meu recente texto sobre manufatura americana no site principal (blog), resolvi compartilhar. Está em inglês, mas as imagens falam por si. O interessante é a demonstração, a partir de cerca de 8 minutos, de várias técnicas da relojoaria, como a perlage, chanfragem, polimento, etc. Vejam só:


https://www.youtube.com/watch?v=YR5duZwe1VA

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Fórum principal / A compensação barométrica nos relógios de pêndulo
« Online: 19 Abril 2021 às 15:28:05 »
O pêndulo de um relógio aumenta seu comprimento com o calor e diminui com o frio, o que altera seu período de oscilação e, consequentemente, a marcação do tempo. Para que um relógio de pêndulo de altíssima precisão fosse construído, era necessário que seu pêndulo mantivesse o mesmo comprimento, independente da temperatura a qual fosse submetido.

John Harrison, em 1726, concluiu que os coeficientes de expansão do aço e latão tinham uma proporção de 3 para 5. Assim, se a uma haste de aço, por exemplo, com 50 centímetros, fosse conectada a outra de latão, com 30 centímetros, expandindo-se (ou contraindo-se) em sentidos opostos, teoricamente o pêndulo manteria o mesmo comprimento, quaisquer fossem as temperaturas no local. Harrison, então, implementou o que ficaria conhecido como “Pêndulo Grelha”, no qual sua haste era construída em barras de latão e aço contrapostas, realizando a compensação dos efeitos da temperatura. Paralelamente a Harrison, George Graham desenvolveu um modelo baseado nos diferentes coeficientes de expansão entre o aço e o mercúrio, obtendo excelentes resultados.

Superada a questão relativa à compensação da temperatura, os cientistas voltaram-se para a influência da pressão barométrica sobre os pêndulos. Com o aumento de pressão, o ar no interior do gabinete do relógio causa maior arrasto aerodinâmico, o que atrasa o relógio; a diminuição de pressão causa o efeito inverso, adiantamento.

A solução prática para o problema foi a instalação de um aneroide (um barômetro no formato de diafragma) na haste do pêndulo: com o aumento de pressão, o diafragma é comprimido em direção ao centro da haste do pêndulo, adiantando o relógio. A diminuição de pressão, por sua vez, causa uma expansão do diafragma e deslocamento para cima do pequeno peso instalado no aneroide, o que atrasa o relógio.

O método é usado até hoje nos reguladores de precisão da Sattler que, equipados com hastes em INVAR, uma liga metálica não afetada pelas variações de temperatura, e um aneroide, consegue atingir a impressionante variação de apenas um segundo ao mês.

Ps. A evolução lógica do sistema foi a instalação do pêndulo em uma câmara hermética, sob pressão constante. Mas isso é uma outra e longa história, abordada pelo Igor em excelente artigo, aqui:

http://igorschutz.blogspot.com/2009/02/qual-o-relogio-mecanico-mais-preciso-ja.html




8
Fórum principal / Mido de Ettore Bugatti é vendido em leilão
« Online: 17 Abril 2021 às 13:00:59 »
Georges Schaeren fundou a Mido em 11 de novembro de 1918, e era apaixonado pelo design dos radiadores de automóveis da época. Criou, então, uma coleção de relógios baseada nos desenhos dos carros mais famosos, que fez muito sucesso. Além disso, entrou em contato com presidentes de várias associações automobilísticas da época, transformando seus modelos em um presente obrigatório para seus novos membros. O contato com a alta sociedade da época levou seus relógios a serem usados por famosos, como o Rei da Espanha.

A Mido atual foi posicionada como marca de entrada dentro do Swatch Group, mas certamente voltará a ser lembrada pelos formadores de opinião, por um fato inusitado: um modelo “radiador” feito exclusivamente para Ettore Bugatti alcançou em um leilão realizado agora o impressionante valor de 275 mil euros!

O interessante mostrador em formado de grelha de radiador foi fabricado pela Stern Frères, a mesma empresa que, em 1932, durante a Grande Depressão, adquiriu a Patek Philippe. A família Stern é proprietária da Patek até os dias atuais...


Fotos oficiais da Mido


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Fórum principal / Revisitando a obra "Longitude", de Dava Sobel
« Online: 15 Abril 2021 às 16:01:40 »
Há alguns dias divulguei uma longa palestra do J.H Andrewes na “Horological Society” de Nova Iorque, na qual ele aborda o tema Longitude. Em determinado ponto da live ele citou a publicação da obra de Dava Sobel, que resolvi revisitar agora em rápida folheada, depois de vários anos.

https://forum.relogiosmecanicos.com.br/index.php/topic,16159.0.html

Em 1993, na Universidade de Harvard, para comemorar o trecentésimo aniversário de John Harrison, J.H. Andrewes organizou um simpósio abordando o tema “Longitude”, que contou com 500 participantes de 17 países diferentes.
Por acaso a escritora Dava Sobel estava no local e foi convidada pelos organizadores a escrever um artigo sobre o tema, cuja publicação foi rejeitada pela maioria esmagadora das revistas dos Estados Unidos: segundo afirmaram, o assunto era “enfadonho” demais… O texto, então, acabou sendo publicado apenas na “Harvard Magazine”.

O editor George Gibson, porém, leu o artigo e, ao contrário dos seus colegas, vislumbrou a possibilidade da publicação de um livro sobre o assunto, o que ocorreu em 1995. A obra rapidamente entrou na lista das mais vendidos dos Estados Unidos e Inglaterra e, inclusive, foi transportada para as telas no ano 2000, em longo filme com 3 horas de duração, estrelado por Jeremy Irons e Michael Gambon.

Acredito que tive contato com o livro, editado pela Ediouro, no ano 2000… E imediatamente fui cativado pela história de John Harrison, o relojoeiro solitário que solucionou o problema científico mais complexo da sua época. Digo sem exagero que este livro mudou o curso da minha vida, pois incentivou-me a valorizar e pesquisar o lado humano por trás de objetos aparentemente tão simples. Se não houvesse lido este livro, provavelmente não teria mantido o interesse pelo assunto por tanto tempo, viajado para outros países em busca de histórias, formado amizades… Este livro é uma das placas de sinalização das encruzilhadas da minha vida que determinaram se o caminho a seguir seria à esquerda ou à direita. Sim, este pequeno livro com apenas 150 páginas...



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Fórum principal / FRM no Instagram
« Online: 14 Abril 2021 às 11:35:24 »
Colegas, resolvi criar uma conta no Instagram específica para o FRM, uma vez que a tendência, há muitos anos, é a unificação das redes sociais através de contas únicas e celular. Os fóruns de discussão, como já debatemos aqui, tiveram seu auge e com o tempo foram perdendo ímpeto, em virtude da maior integração das redes sociais. Eu sinceramente acho que as redes sociais, e as uso há décadas, desde o Orkut, não funcionam para determinados tipos de negócios e o conteúdo normalmente existente em fóruns de discussão - e este é um exemplo - é difícil de ter a mesma profundidade nas tais plataformas. Isso acontece porque há limitação de caracteres, qualidade de fotos, tamanho de fotos, busca, base de dados, etc.

Eu não tenho intenção de abandonar a plataforma "fórum de discussões", até mesmo porque temos aqui uma base de dados coesa e de fácil pesquisa para qualquer interessado "hardcore" em relojoaria que tenha como língua nativa o português.

Resolvi, apenas, sempre escrever dois posts quando for publicar alguma coisa: um no Instagram, outro aqui. Normalmente, porque escrevo muito e não gosto de limitar conteúdo por conta disso ou daquilo, o post "original" será o do fórum. Aquele publicado no Instagram será um resumo ou, se possível, o integral.

Acredito que isso continuará a difundir o conhecimento sobre relojoaria a uma base maior de usuários, sem perder a característica de "filtro" e técnica que sempre permeou meu interesse pela relojoaria: se for para ver fotografia de relógios sem qualquer comentário, melhor seguir os milhões de produtores de conteúdo (rasos, na grande maioria...) que existem por aí. Nunca foi minha intenção, eu sempre quis apresentar um local para novatos ganharem cultura relojoeira e, depois, interessarem-se pelos assuntos mais "densos".

Meu primeiro post de experiência lá, feito agora, para terem uma noção, é repeteco de uma publicação sui generis que fiz há cerca de uma semana, com fotos também toscas: a falta de qualidade da foto e o texto, acreditem ou não, é um experimento na plataforma Instragram, justamente o contrário do que os produtores de conteúdo de Instagram sobre relojoaria fazem.

Aliás, sobre o Instagram, uma pergunta, já que apenas o havia utilizado através de telefone: a plataforma não permite publicação de fotos via Desktop? Ou a sua edição? Porque eu não consegui... O que fiz foi enviar o texto que queria através de email, copiar e colá-lo através do telefone.

Enfim... Inscrevam-se lá.

relogiosmecanicos

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Fórum principal / Presa mais uma quadrilha de assaltantes em Camboriú
« Online: 11 Abril 2021 às 09:18:19 »
O assunto não é diretamente relacionado ã relojoaria, mas como gera felicidade, não posso deixar de postar.

https://ndmais.com.br/seguranca/policia/video-ladroes-de-rolex-sao-presos-em-balneario-camboriu/

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Fórum principal / Le Roy e o primeiro relógio automático de pulso
« Online: 09 Abril 2021 às 11:50:51 »
Há um certo ufanismo entre os brasileiros ao atribuir a invenção do relógio de pulso e, de próprio avião, a Santos Dumont... O consenso atual o atribui a Breguet, que teria fabricado um relógio de pulso para a irmã de Napoleão o que, inclusive, consta dos registros do fabricante. Eu disse consenso, porque há registro oficial de sua fabricação até os dias atuais, nos livros da marca, que estão guardados em cofre no museu da Place Vendome (eu vi com meus próprios olhos o cofre, não os livros...). Mas a bem da verdade, já havia notícia de mecanismos pequenos o suficiente mesmo antes de Breguet, para serem colocados em anéis, pingentes, e coisas do tipo usadas pela realeza. Aliás, de acordo com artigo de David Boetcher publicado no "Horological Times", que serve de base para esse tópico, a Rainha Elizabeth I, ainda no século 16, usava um relógio de pulso...

Mas o interessante do artigo não é isso, mas algumas considerações sobre o primeiro relógio de pulso automático. O consenso (mais uma vez o tal "consenso"...) atribui sua invenção a Harwood. Mas mesmo aqueles que atribuem a invenção a Harwood, nos anos de 1920, reconhecem que houve modelos anteriores, muito embora não produzidos em massa e "práticos". Ora, Harwood foi o primeiro ou não?

E no artigo acima indicado, Boetcher indica a existência de anúncios em revistas britânicas, ainda no ano de 1890 (sim, 1890!), que mostram relógios de pulso automáticos produzidos pela empresa francesa Le Roy (a Le Roy desta época tinha conexão direta com Le Roy, o famoso construtor de cronômetros marítimos)

O mecanismo era bastante engenhoso e funcionava da seguinte maneira: o fecho do bracelete era conectado a uma alavanca na caixa que, por sua vez, era conectada a uma catraca interna (vide foto da patente, abaixo). Quando a pessoa desengatava o fecho, necessariamente precisava fazer um movimento que impulsionava a alavanca, o que dava meia corda no relógio. Para reengatar o fecho, mais meia corda era dada. O raciocínio era que ao retirar o relógio de noite para dormir, você daria meia corda nele, só pelo ato de tirar o bracelete; e ao colocá-lo pela manhã, mais meia corda seria dada. O relógio, então, funcionaria o dia inteiro com corda completa.

A patente não informa se havia um mecanismo de segurança para prevenir excesso de corda: afinal, se a pessoa retirasse e colocasse o relógio mais do que duas vezes ao dia, poderia forçar o mecanismo.

Talvez, por isso, NENHUM exemplo conhecido tenha sobrevivido ao tempo, pois foram quebrados e descartados no passado. Mas restaram as propagandas, que foram veiculadas initerruptamente por 2 anos e meio em revistas britânicas e americanas.

Em resumo: se é para efetivamente indicar quem produziu em escala comercial o primeiro relógio de pulso automático, devemos retroceder a Le Roy, que o fez pelo menos 30 anos antes de Harwood.

Link para o artigo, em PDF

https://bhi.co.uk/wp-content/uploads/2020/07/July-HJ-2020-AOTM2.pdf



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Fórum principal / Novos Tudor Black Bay em prata
« Online: 07 Abril 2021 às 12:05:10 »
Sim, em prata! Eu sequer teria me dado ao trabalho de comentar o lançamento, não fosse a utilização do metal, que no passado era a 2a opção ao ouro e, depois, se tornou nota de rodapé nos livros de relojoaria. Eu sinceramente não sei se me acostumaria com a ideia de ter um relógio no pulso que, ano após ano, se tornaria fosco: quem tem objetos em prata sabe a rapidez com a qual o metal cria uma camada de oxidação, se tornando opaco com o tempo. Mas se o bronze se tornou uma moda na indústria, por que não a prata?

O preço não é extorsivo para algo diferente e com metal precioso: 4300 dólares, cerca de 1000 dólares a mais pelo diferencial.

Há algo que o mercado também parece exigir mas eu sinceramente já perdi o tesão há muitos, muitos anos: mostradores traseiros em safira. Quando o mecanismo possui visual "industrial" então, nem se fala. Eu sinceramente preferia a tampa sólida... Aliás, a Tudor vem sendo o local onde a Rolex experimenta as "novidades" da indústria. A adoção da safira atrás, ademais, traz um problema: incremento da altura da caixa, que no caso do Tudor em prata, foi de apenas 1 mm, dos males, o menor.

No final das contas, eu sinceramente gostei do relógio, não só porque é bonito, como pode trazer de volta um metal precioso que estava há muito esquecido pela indústria.

Vejam:

https://www.hodinkee.com/articles/tudor-black-bay-fifty-eight-925-silver-introducing






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Fórum principal / Novos Cartier Tank Must
« Online: 07 Abril 2021 às 11:50:13 »
Tenho uma relação no mínimo curiosa com os Cartier Must... Ou pelo menos com algo que se assemelhava ao Cartier Must... Minha avó possuía 3 Must que acreditava ser verdadeiros, que acabei desmontando e remontando à exaustão no passado, quando ainda brincava de quebra cabeças com movimentos de relógios. Ela havia recebido tais relógios de um parente e, não fosse pelo fato de ter 3 e ter recebido de quem recebeu, eu talvez ficasse em dúvida, num primeiro momento, se eram ou não verdadeiros... Digo isso porque os relógios que desmontei eram muito vagabundos, com movimentos genéricos suíços da AS, ou algo do tipo, e caixas em plaquè ruim. A questão é que os Must originais também eram bem vagabundos! A linha surgiu nos anos 70, em plena crise do quartzo, como uma opção barata ao público "comum", que poderia ter acesso à famosa marca. E, claro, não tinham a qualidade dos Cartier "Cartier". Eram como se fossem o pret a porter da marca.

É óbvio que as versões atuais estão longe de serem a "porcaria" dos anos 70, mas mantém a proposta de tornar acessível "às massas" uma marca cuja percepção de valor é altíssima: os novos Must partem de 2500 dólares, em versão a quartzo. Aliás, são quartzos solares, com autonomia para vários anos, garantia de 8 anos, etc, etc.

Sou suspeito, porque acho os Tank os relógios sociais por excelência, e um desses aqui cairia muito bem com terno ou esporte fino:

https://watchesbysjx.com/2021/04/cartier-tank-must-de-cartier.html

Mas, a exemplo dos anos 70, há versões coloridas também! Certamente irão agradar às mulheres, que sinceramente não tem saco para esse lance de dar corda em relógios, ajustar datas (falo pela minha própria esposa, que simplesmente "jogou" um Rolex Explorer numa gaveta, pois não tem saco para ajustá-lo... Ela só usa um Iwatch), etc. Mas não só...

Esse modelo azul, até eu queria! E vestiria bem com qualquer coisa, menos sunga, é claro...

https://watchesbysjx.com/2021/04/cartier-tank-must-de-cartier-colours.html




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Fórum principal / Novos Rolex 2021
« Online: 07 Abril 2021 às 11:28:15 »
Parafraseando um forista gringo, "se você acha que os designers da Porsche são preguiçosos..."

Pois é... A Rolex vem seguindo há décadas uma fórmula vitoriosa na qual seus produtos basicamente não mudam nada ano após ano, a não ser em pequenos detalhes e... Quando mudam "radicalmente", como na alteração recente do seu movimento, cujo escapamento de âncora passou por um novo desenho de ângulos, garantindo uma precisão absurda, a marca sequer propagandeia muito. Os preços, apesar do aumento acima da média nos últimos anos, mantém-se naquela média do "luxo acessível" (pelo menos para os gringos...) e... Mesmo assim, ano após ano, como acontece na icônica marca de carros citada acima, os consumidores dizem: "nó, nuuuu, nóoooo, nuuuuu, vejam que mudanças!"

Eu, como me acompanham aqui há duas décadas, tendo a ser mais objetivo em minhas análises. Querem um resumo do que mudou na Rolex para 2021?O mesmo de sempre: alguns mostradores novos, ponteiros foscos ao invés de brilhantes, alguns novos mostradores, botoxes aqui e acolá nas caixas... "Nó, nuuuuuuuuuuu, que alterações!"

Há alguns modelos que merecem ser ressaltados.

O primeiro, o Explorer, que numa "evolução" terrível, um exercício de design que consumiu anos e anos do departamento de desenvolvimento da marca... Voltou ao tamanho 36 mm do passado... Aliás, eu tenho um modelo 36 mm de 2008... Ou seja, não só estamos vivendo um Deja Vu político no Brasil, com eleições se repetindo, o tempo parado com a Covid, mas... Voltamos aos anos 2000! Vejam só:

https://wornandwound.com/rolex-revamps-the-explorer-collection-but-probably-not-in-the-way-you-were-expecting/

E gente, tenham dó da minha sinceridade, mas se eu já achava relógios aço e ouro o "ó" do mau gosto nos anos 2000, o que dizer agora? E num Explorer! Que diabos tem a ver o modelo Explorer com aço e ouro? Enfim...

O Batman voltou... E também o Pepsi, agora em versão aço.

No final das contas, é mais do mesmo. Mas o consumidor, se é que o consumidor da Rolex se importa muito com isso, mas é algo louvável, em regra terá relógios visualmente iguais aos dos anos passados, mas tecnicamente melhores, em virtude da extensão para a linha dos movimentos com escapamentos aperfeiçoados.

Um resumo em fotos de todas as "novidades"

https://timeandtidewatches.com/2021-rolex-collection-ranked/



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Fórum principal / Chopard LUC Jubilee
« Online: 06 Abril 2021 às 20:06:58 »
Nossa, estou ficando velho nessa história de relojoaria... Quando comecei a me interessar profundamente pelo assunto, um artigo (e o relógio, claro) causou-me profunda impressão. Estou falando dos primeiros LUC da Chopard, calibre 1.96, que foram analisados por Walt Odets (um amador que ficou famoso no passado por realizar reviews detalhadas de mecanismos). O artigo ainda existe, foi publicado em 2002, muito embora os mal amados do Timezone o tenham deixado com alguns links perdidos e fotos em baixa qualidade. Aqui;

https://www.timezone.com/2002/09/16/from-the-house-of-happy-diamonds-the-chopard-l-u-c-caliber-1-96/

Nas palavras de Odets na época, o movimento era o melhor que a indústria suíça produzia na época. E ele já havia desmontado Pateks, Vacherons, etc. Não é difícil ver o motivo do seu encantamento: o calibre, lançado em 1996, possuía inovações técnicas que nem hoje parecem ser a regra: tambores pareados, gerando uma grande reserva de marcha (a Omega, a título de exemplo, só foi usar isso anos mais tarde, nos calibres 8500), acabamento primoroso feito a mão (tinha o selo de Genebra), além de um equilíbrio estético inacreditável.

O relógio foi novamente analisado em profundidade na mesma época pelo Steve Gurevitz, outro famoso do passado que, salvo engano, faleceu. Vejam que absurdo!

http://watchpics.com/watches/others01/Mediums/mchopard01.html

E agora a Chopard lançou uma edição comemorativa de 25 anos do lançamento da sua linha LUC de relógios de alto nível... Sim, lá se vão 25 anos!

O relógio não possui o apelo "Patek Calatrava" do primeiro modelo, que tinha um tamanho moderno para a época, na faixa dos 37 mm, com mostrador guilhoche, etc... Tem uma pegada mais jovial, das fontes escolhidas pela marca, passando pelo mostrador "setorizado", assim como bracelete. Mas manteve o padrão altíssimo de acabamento do mostrador, ponteiros, indexes e, claro, movimento. Parece-me, pelas fotos, que há aí um mix de acabamentos manuais e feitos à máquina. Foi-se, também, o regulador "pescoço de cisne" do passado e o contraste do ouro "dourado" dos primeiros movimentos LUC 1.96. O acabamento do passado era melhor... Mas que pitelzinho! Para mim é um dos relógios mais bonitos lançados nos últimos tempos.

Vejam:

https://forums.timezone.com/index.php?t=tree&goto=7692140&rid=12189#msg_7692140


https://monochrome-watches.com/chopard-luc-qf-jubilee-limited-edition-hands-on/




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Fórum principal / Novos Breitling Split Seconds
« Online: 06 Abril 2021 às 11:25:30 »
Poderia gastar meu português a respeito do lançamento, mas acho que as fotos falam por si: a Breitling lançou um cronógrafo split seconds por cerca de 10 mil dólares, com calibre feito em casa, tudo muito bonito. Mas... A foto lateral do relógio simplesmente me desanimou, parece um sabonete, são inacreditáveis 15.5 mm, o que é justificado por algumas decisões técnicas:

- A escolha de um cristal de safira abaulado, assim como a opção do back também em safira (o que aumenta a espessura).
- O uso de um módulo split seconds na parte do mostrador, o que também aumenta a espessura...

Na minha sincera opinião, ficou um relógio belíssimo visto de frente, mas mal enjambrado visto pela lateral.

Vejam só:

https://watchesbysjx.com/2021/04/breitling-premier-heritage-duograph.html

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Fórum principal / Como dar corda e ajustar o horário em um Breguet antigo
« Online: 24 Março 2021 às 12:26:49 »
O "antigo" no título do tópico quer dizer antigo mesmo, do período contemporâneo ao criador ou pouco depois (acredito que o relógio analisado é de época posterior à morte de Breguet, o próprio).

Conheço vários colecionadores e interessados em relógios que não gostam de mecanismos de corda manual, pois "dá trabalho": preferem os modelos automáticos. Eu, a bem da verdade, não vejo muita diferença entre ambos e é tudo uma questão de hábito: se você fosse um usuário do passado ou mesmo do presente que só usa um relógio, e de corda manual, o ato de dar corda diariamente se tornaria um hábito, assim como tomar café pela manhã.

Mas no passado, no passado mesmo, as coisas não eram tão simples como simplesmente girar uma coroa no relógio e lhe dar corda; ou puxar a coroa para ajustar o horário, como fazemos hoje. Há uma divergência entre os historiadores se o primeiro mecanismo de corda e ajuste de horário através da coroa, num sistema parecido com o que usamos hoje, foi inventado pela Breguet (a firma, não o cara) ou Patek. Fato é que isso só ocorreu lá pela metade do século 19...

Até essa época e, para dizer a verdade, um bom tempo depois, os relógios de bolso vinham com uma chave anexa para dar corda e ajustar o horário. E normalmente, para não perder a chave, esta era afixada numa corrente ao relógio.

Mas havia um problema aí... Ao girar a chave para dar corda ao relógio, o usuário também girava a corrente, "a embolando" a todo momento. A não ser que retirasse a chave do seu encaixe a todo momento.

Em 1789, Breguet (o próprio), projetou uma chave que facilitava a vida do usuário, composta por um sistema de catraca. Ou seja, assim como as nossas chaves de boca atuais com catraca, a corda só era dada em uma direção e quando o usuário a girava para o lado contrário, os dentes do mecanismo não se engatavam, pegando "em falso" (aliás, é o sistema de corda atual das coroas de relógios, que permitem um movimento de vai e vem ao dar corda). O sistema de Breguet impedia que a corrente embolasse na corda. Mas o sistema de ajuste de horário, como disse, ainda não havia sido inventado. O usuário, então, tinha que abrir a tampa do relógio e usar a ponta fina da chave de corda para "empurrar" os ponteiros. Comparado aos sistemas inventados posteriormente, parece estranho, mas era muito melhor do que qualquer coisa na época.

Descobri dos vídeos na rede que mostram como era o dia a dia de um usuário de relógio naqueles tempos.

Neste vídeo, é mostrada a chave e o modo de se dar corda. Vejam que engenhoso o sistema que escondia o encaixe da corda, protegendo o mecanismo de poeira. Isso tinha que ser feito todo dia.

https://www.youtube.com/watch?v=zYq9liT57VU

E aqui como se fazia o ajuste de horário. Os relógios da era de Breguet (o próprio) normalmente usavam escapamento de cilindro e rubi. Na conformação de Breguet, relativamente precisos até para os dias atuais, segundo já li, faziam cerca de 30 segundos ao dia sem muito esforço. Ou seja, o procedimento mostrado era algo que podia ser feito uma vez por semana.

https://www.youtube.com/watch?v=zdguJ6jgXuU

Aqui uma foto da tal chave.





Flávio

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Fórum principal / Novos Omega Seamaster 300
« Online: 23 Março 2021 às 15:27:32 »
No relance, parece que nada mudou em relação ao modelo "antigo"... Mas sim, muita coisa mudou. O mostrador, agora, é composto de um sanduíche em duas metades, uma contendo o luminoso, outra os numerais, o que lhe confere senso de "profundidade". Que eu lembre, e neste sentido peço ajuda aos universitários, quem frequentemente usa a técnica é a Panerai. Gostei... Gostei também do abandono do bezel em cerâmica em prol do alumínio anodizado com luminoso. Aliás, vocês sabem que não sou muito fã da moda dos bezeis em cerâmica (sim, eu preferia, a título de exemplo, os Rolexes com alumínio... Inês é morta). O bracelete agora afina em sua extensão e os elos centrais são escovados. E o relógio é mais baixo! Ou seja, tudo melhorou! Mas... Por que diabos existe essa moda de reeditar modelos do passado e... Envelhecer os luminosos de forma artificial? Eu não compreendo... Muito melhor seria o luminoso novinho com cara de novinho mesmo, não o fake lume.
No geral, curti.

Ps. O site da Omega do Brasil deve conter algum erro, pois o relógio estava anunciado por 32 mil reais, o que é um preço INFERIOR ao sugerido nos EUA, cerca de 6 mil dólares.

https://www.hodinkee.com/articles/omega-seamaster-300-introducing

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Fórum principal / Palestra de William Andrewes sobre John Harrison
« Online: 16 Março 2021 às 16:42:36 »
O William Andrewes pode ser considerado o responsável pelo renascimento (ou efetivo nascimento) do interesse por John Harrison no "mainstream", porque organizou a série de palestras em Harvard nos anos 90 sobre a "Busca pela Longitude". Às palestras compareceu a escritora Dava Sobel, que inicialmente publicou um artigo sobre o tema na revista de Harvard e, depois, lançou uma obra, que se tornou instantâneo "best seller". A partir da obra, também foi produzido um filme, etc, etc, etc.

A palestra é longa, com quase 2 horas, mas passa voando. Infelizmente está em inglês, mas para quem pelo menos sabe ler, embora não tenha tanto domínio na língua falada, as legendas geradas automaticamente (em inglês) estão boas.

Definitivamente recomendo.

https://www.youtube.com/watch?v=svUFyOEiHns


Ps. Os anais do simpósio geraram também um livro que não possuo, diga-se de passagem.

https://www.amazon.com/Quest-Longitude-Proceedings-University-Massachusetts/dp/0964432900/ref=sr_1_1?dchild=1&keywords=the+quest+for+longitude&qid=1615923630&sr=8-1

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