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#91
Fórum principal / Res: Critica do livro da Grand...
Última postagem por marvin56 - 25 Junho 2026 às 09:21:52
Boa análise. Acho interessante justamente esse equilíbrio entre apreciar o trabalho da Grand Seiko e também perceber quando a narrativa de marketing começa a pesar mais que a história real.

A questão das inspirações japonesas é um bom exemplo: elas ajudam a criar uma identidade forte para a marca, mas é sempre interessante separar a construção de uma narrativa posterior daquilo que realmente guiou o desenvolvimento dos relógios.
#92
Fórum principal / Res: Critica do livro da Grand...
Última postagem por butcher45 - 24 Junho 2026 às 07:29:30
Achei
#93
Fórum principal / Res: Critica do livro da Grand...
Última postagem por butcher45 - 24 Junho 2026 às 07:28:50
Achei ótima a tua crítica: equilibrada, reconhece o valor visual e histórico do livro, mas não cai no discurso de marketing da Seiko. Essa parte dos "lugares-inspiração" realmente soa mais construída do que orgânica.

#94
Fórum principal / Critica do livro da Grand Seik...
Última postagem por flávio - 19 Junho 2026 às 15:16:07
Terminei agora a leitura de Japanese Craftsmanship: Watchmaking the Grand Seiko Way, editado pela própria Seiko em 2020 para comemorar os sessenta anos do lançamento do primeiro Grand Seiko. Em quase 300 páginas recheadas de fotografias, aborda a criação da marca desde as origens da Seiko no século 19 até os dias atuais.

O livro se divide em três partes. A primeira analisa os critérios de design dos Grand Seiko atuais, com entrevistas com os projetistas — superficiais e decepcionantes, o tipo de declaração que parece carecer de conteúdo real, uma repetição de frases soltas de efeito. A segunda segue abertamente o estilo catálogo, com belíssimas fotos e a explicação das ideias supostamente por trás de cada peça lançada até 2020. A terceira narra a história da Seiko desde sua fundação — nada muito profundo, mas um bom resumo, com fotos de valor histórico inegável, com menção honrosa para as dos calibres de competição de observatório.

Sobre a estratégia de vincular cada produto a um lugar — a ponte do movimento inspirada em tal montanha, o mostrador no gelo de não sei onde no Japão —, ela é vencedora: cria singularidade, que é o que o mercado de luxo quer, e os relógios são de fato únicos em seus mostradores. Ninguém vai dizer que o Snowflake não reflete um inverno japonês. Mas parece uma estratégia forçada. O livro quer nos fazer crer que o pertencimento ao lugar vem antes do design e o inspira, quando tudo indica o contrário. Prova disso: a biografia autorizada da Seiko dos anos 2000 não traz uma linha sobre essas inspirações. Outro exemplo: os movimentos de 36.000 alternâncias vêm acompanhados da história de que a mola do cliqué se inspira num pássaro de determinada região do Japão — e de fato parece, mas vários cliqués suíços e alemães também parecem, e não há qualquer referência a isso na obra, como se em 2020 o marketing ainda não houvesse pensado nisso.

Gostei da leitura, com todas as ressalvas de que se trata de uma peça publicitária travestida de livro sério. Para uma visão mais profunda da marca, recomendo Industrial Development, Technology Transfer, and Global Competition, de Pierre-Yves Donzé.

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#95
Fórum principal / Res: Mido calibre 72
Última postagem por flávio - 16 Junho 2026 às 10:39:06
Perfeito. O Delta, ou seja, a diferença entre as marchas nas posições horizontais e verticais é muito mais importante do que a marcha média diária. Uma dica prática: se alguma das posições horizontais é igual ou no máximo um segundo de diferença de alguma das verticais, ou está "entre" elas, o relógio está teoricamente bem ajustado, bastando trazer a marcha diária para um ponto melhor.
#96
Fórum principal / Res: Mido calibre 72
Última postagem por patrick45 - 12 Junho 2026 às 08:09:14
Acho que também vale observar o comportamento do relógio em diferentes posições e não apenas a marcha diária. Um ganho de 10 segundos/dia pode parecer muito, mas o importante é a estabilidade ao longo do tempo. Depois de acompanhar por alguns meses, ou até comparar a variação considerando os dias no ano, fica mais fácil ter uma ideia real do desempenho do calibre.
#97
Fórum principal / O relógio do fundador ou o rel...
Última postagem por flávio - 09 Junho 2026 às 19:55:44
Texto novo no blog!

https://relogiosmecanicos.com.br/curiosidades/o-relogio-do-fundador/

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#98
Fórum principal / Res: Aço chines 316l sujando p...
Última postagem por misterjmr - 07 Junho 2026 às 20:40:31
Reabrindo o post... Comprei um novo steeldive, azul, e pasmem, esse mesmo cmg transpirando feito um cavalo não suja o pulso... Acho que nos outros china dei azar e vieram com aço inox ruim... Os outros 3 steeldive e 2 pagani sujam meu pulso... Vai entender...
#99
Fórum principal / Omega Admiralty (Anchoretta/Am...
Última postagem por zeloni - 05 Junho 2026 às 15:16:49
Este tópico tem como objetivo trazer o máximo de informações, imagens, e a história destes icônicos modelos conhecidos como Omega Genéve Admiralty produzidos entre os anos de 1968 à 1972.

Introdução

A linha Genéve teve um papel importante na história da Omega, onde a partir de 1967 (até 1979) passaram a ser produzidos em escala para atender o público mais jovens, trazendo designs mais ousados e preço mais acessível, com a manutenção da qualidade dos mecanismos.

Os modelos Omega Admiralty foram introduzidos no mercado em 1968, em duas principais versões de design militar e que se distinguam principalmente pela presença ou ausência do bezel rotativo (diver/standard). Essa divisão será importante para a análise de todas as variações de modelo desta linha.



Admiralty Standard (non-bezel)

Os modelos que chamaremos aqui de Admiralty Standard, possuem 35 de diâmetro, podendo ser encontrados em versões com:
- Calibre automático (565 com data ou 552 sem data) ou calibre manual (613 com data ou 601 sem data.
- Agarras curtas ou longas (shorthorns com 40mm lug-to-lug /longhorns com 46mm lug-to-lug)
- Variações de index (numerais ou detalhes em ródio aplicados, lumes de trítio horizontais nos pontos cardinais)
- Coloração do mostrador, sendo as principais versões na cor preta ou branca, mas podendo ser encontrados em modelos mais raros nas cores cinza, azun e marrom.

O detalhe mais marcante desta linha está por dos detalhes em cor laranja presentes em todos os modelos (indexes, ponteiro de segundos) e também na icônica âncora estampada no mostrador e que é a principal marca que inclusive dá o nome a esta linha.
Outro detalhe marcante destes modelos é a coroa grande assinada.





Admiralty Diver (bezel)

Os modelos com bezel rotativo possuem 37mm de diâmetro e também possuem algumas variações de modelos com:
- Calibre automático (565 com data ou 552 sem data) ou calibre manual (613 com data ou 601 sem data.
- Coloração do mostrador, sendo as principais versões na cor prateada, azul ou bordô.

Nesta linha os detalhes em laranja são encontrados apenas no modelo com mostrador prateado, os modelos azul e bordô possuem detalhes na mesma cor com tom mais claro.






Referências e Considerações finais

Gostaria finalizar o tópico perguntando a vocês colegas se ja conheciam este modelo?
Na minha opinião é uma linha muito bonita e pouco comentada, carregando consigo todas as características de um relógio icônico devido a originalidade de seu design.

Após muita pesquisa e procura, por sorte, consegui adquirir o modelo que eu mais buscava há cerca de dois anos, um Omega Admiralty 135.015 (non-bezel, manual winding, longhorns, no-date, gray dial).



Seguem as referências principais de minha pesquisa:
https://omegaforums.net/threads/comprehensive-omega-admiralty-super-thread.69037/
https://omegaforums.net/threads/omega-166-038-double-signature-dial-1950eur-shipped.154539/
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-omega-st-136-0015
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-amiraute-165-0038
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-amiraute-st-166-0038
https://www.omegawatches.com/watch-omega-geneve-amiraute-st-166-0038
#100
Fórum principal / Crítica do livro Soviet Watche...
Última postagem por flávio - 04 Junho 2026 às 10:22:20
Raríssimos são os colecionadores de relógios soviéticos no Brasil. Em quase trinta anos convivendo com pessoas do meio, nunca conheci um colecionador dedicado ao tema. De vez em quando aparece alguém com um Amphibia ou um Sturmanskie, mais pelo exotismo da peça do que por interesse na história da relojoaria soviética.

Talvez por isso tenha ficado tão curioso quando surgiu, em 2026, o livro Soviet Watches, de Kim Jang. Afinal, trata-se de um tema cercado por lacunas documentais e sobre o qual existe muito pouca literatura acessível.

Minha impressão geral é positiva. O livro oferece um caminho organizado para quem deseja iniciar uma coleção de relógios soviéticos. O autor apresenta os modelos mais relevantes, suas fábricas de origem, comenta o estado atual do colecionismo, alerta sobre falsificações e até discute valores de mercado. Só por isso, já considero a obra recomendável.

Há, contudo, algumas limitações. A mais evidente é a ausência de fotografias, algo que o próprio autor promete corrigir em futuras edições. Não chega a comprometer a leitura, mas obriga o leitor a recorrer constantemente à internet para visualizar os modelos mencionados.

O estilo de escrita também lembra mais uma apostila do que uma obra em prosa. Em apenas cem páginas, a narrativa histórica acaba sendo necessariamente resumida. O capítulo sobre as origens da relojoaria soviética, por exemplo, é bastante superficial para um tema tão rico.

Também encontrei algumas imprecisões históricas e técnicas. Entre elas, a descrição da origem do calibre 3133 e certas explicações sobre o Raketa Copernicus, o Slava 2427 e o Luch 3055, que me pareceram questionáveis ou possivelmente afetadas por problemas de tradução.

Nada disso, porém, compromete o mérito principal do trabalho: reunir, organizar e apresentar informações dispersas sobre um dos capítulos mais obscuros da história da relojoaria.

Em resumo: leitura rápida, útil e recomendável, especialmente para iniciantes. Apenas sugiro que seja acompanhada por pesquisas paralelas e imagens dos relógios citados. O livro não é definitivo, mas é um bom ponto de partida.



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