Autor Tópico: Trajetória no colecionismo e arrependimento  (Lida 23101 vezes)

Offline flávio

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #40 Online: 08 Agosto 2012 às 22:46:51 »
Ainda no tópico, o lance "relojoaria" me lembra minha época de competição no mountain bike em Minas Gerais, nos primórdios, quando era bom no negócio. Todas as minhas amizades de BH atuais e que perduram há décadas são desta época. Com esse lance de relojoaria, ainda que virtualmente, conheci centenas de pessoas e, pessoalmente mesmo, dezenas. Eu e Igor mesmo viajamos juntos para a Suíça para vivenciarmos a cultura relojoeira local, algo que nunca teria ocorrido se eu não tivesse interesse pelo "algo a mais" em torno do hobby. Não tenho mais aquele gás de escrever - e me cobravam isso direto há anos - todos os dias no fórum, até mesmo porque o número de usuários cresceu e, espero, cada um vá superando as dúvidas dos outros. Para mim tem sido um lance até menos "desencanado" atualmente. Entro aqui rapidamente, leio meus livros, se estiver com vontade de comprar algo compro, se não estiver, abraço.


Flávio

Offline Limão

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #41 Online: 08 Agosto 2012 às 23:38:50 »
Sempre gostei de relógios. Quando conheci o fórum possuía quatro quartz e procurando informações sobre um deles acabei encontrando o fórum. Não sabia o que era um relógio mecânico, mal sabia o como o sistema a quartzo funcionava. Li bastante, comprei o livro Revolução no Tempo que na época havia um tópico, que não me lembro o título, o qual em um dos posts o Igor falou que a vida dele mudou após a leitura do livro. Após a leitura deste post, comprei o livro, o li e realmente muito do que pensava mudou. Foi uma mudança de paradigma imaginar como a humanidade relacionava-se e organizava-se sem a medição do tempo, pois todos crescemos tendo a medição do tempo a mão, regindo nossas vidas. Imaginar como a medição do tempo mudou as relações de trabalho, relações humanda e etc foi o Ó.
Sempre fui muito seguro com dinheiro, nunca fui de gastar, nunca achei nada que me apetecesse. Após o conhecimento do fórum gastei dinheiro com relógios que nunca imaginei que gastaria, sou daqueles que comprar várias peças de um objeto é desperdício, um par de tênis e algumas poucas peças de roupas são suficientes, apesar disso não sou nenhum ogro não. Acho que me fiz entender, apesar do exagero. Sem gracinha Paulo Sérgio.  ;D.
Quando essa paixão por relógios começou, nunca me passou comprar modernos relógios mecânicos, pois acho que os mêcanicos são de outra época, como os carros carburados. Comprei vintages, pois na minha opnião os fabricantes tentaram utilizar-se da melhor técnica da época para a produção desses medidores de tempo.
Sempre comprei com muita cautela, pois no começo, um cliente meu, colecionador há décadas,  já havia me dado a dica de pensar muito antes de comprar para não bater o arrependimento depois. Sempre pesquisei muito, pois como escrevi, me interesso nos vintages e para a aquisição destes não se pode ter preguiça de pesquisar.
Ainda estou apaixonado pelos relógios, mas continuo comprando com muita cautela. Que frequentemente bate aquela vontade de gastar nos baratinhos bonitinhos isso bate.
Também ainda não tenho coragem e não sei se terei de gastar uma quantia alta com uma peça. Meu sonho de consumo, é até clichê, é um Speedmaster Professional, já tive a chance de aquirir um, possuía o dinheiro e este não me faria falta, mas ainda assim achei muito dinheiro para empatar em uma peça, bateu a razão e me fez pensar que seria futilidade.
A horologia para mim é uma valvula de escape, uma das poucas coisas que me dão prazer.
Aprendi muito com muitos aqui.

Apenas minhas opniões e experiências.

Abraços,

RAFAEL LIMÃO.

Offline LF

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #42 Online: 08 Agosto 2012 às 23:47:10 »
Esse tópico é muito legal, cheguei faz pouco tempo e consigo ver claramente porque os mais antigos ficaram tão felizes com a volta do Igor.

Bem, eu fiz o caminho inverso da maioria, mas ainda não sei onde vou parar... Explico: comecei com um Daytona 116520. Antes que perguntem, eu não ganhei na mega-sena ou coisa parecida. Sempre fui apaixonado pelo Daytona, em grande parte por influência do meu pai, e há anos trabalhando com muito afinco eu decidi: quando pudesse comprar meu Daytona, eu compraria. Antes dele, tive um quartz da Citizen (presente de aniversário da minha tia...rs) que usei desde o final do ginásio até o começo da faculdade/estágio. Está em alguma gaveta de casa sem bateria. Da última vez que a bateria acabou (há uns dez anos...) eu não troquei mais.

Já era comum ter telefone celular e, convenhamos, ninguém aqui compra relógio porque senão não teria como ver as horas... No meio do caminho cheguei a flertar com o Submariner (14060M), mas, no fim das contas sabia que comprá-lo só me deixaria mais distante do meu sonho então fui paciente. Entrei no Fórum três meses depois de adquirir o meu Daytona porque ele foi roubado e eu procurei entender um pouco mais como isso tinha acontecido, já que me julgava cuidadoso, e também para alertar outras pessoas.

Fui descobrindo um mundo maravilhoso e, apesar da minha intenção inicial (pós roubo) sempre ter sido a de substituir o Daytona, desde que eu entrei no Forum muita coisa mudou. Primeiro porque criei uma consciência ainda maior do valor daquela peça (todas as qualidades do 4130), da sua impossibilidade de uso diário em São Paulo e, segundo, porque descobri que pelo mesmo preço do Daytona, muitos (no plural mesmo), mas muitos relógios muito bacanas (que eu sequer conhecia, exceto por nome) poderiam ser adquiridos.

A minha prioridade, então, passou a ser a compra de um relógio para uso diário. Por bastante influência de vocês, acabei criando muito carinho pelo Moonwatch e, apesar da ausência da data (que já me incomodava no Daytona) e da inutilidade de um crono dentro de um escritório de advocacia (rs), essa foi a minha primeira aquisição pós-trauma-daytona. Com pulseira croco, porque além de chamar menos atenção, fica "chique no úrtimo" pra usar com terno e gravata, meu uniforme diário. No momento, estou sentindo falta de um relógio mais esportivo - e que saiba nadar - para usar com roupa casual e nos finais de semana.

O Panerai parece ser uma ótima alternativa porque mata dois coelhos com uma paulada só: lindo para uso casual com uma pulseira ammo marrom, muito bacana pra piscina e mar com a pulseira de borracha. Mas ainda estou pesquisando bastante. Pra mim, tem que comprar o que a gente gosta, mas, principalmente, o que vamos usar. Eu me apego demais nas coisas pra conseguir usar um relógio só uma vez por mês. Acho que três ou quatro é o meu limite e ainda estou tentando montar esse quebra-cabeças da melhor forma possível pra não fazer besteira no meio do caminho.

Abs!

LF


Offline automatic

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #43 Online: 08 Agosto 2012 às 23:49:41 »
O meu tesão pelos relógios diminuiu bastante neste último ano....

Como várias pessoas aqui eu comprei de tudo, para conhecer, matar curiosidade e desejo.
A minha coleção hoje é pequena e selecionada, meu objetivo é ter uma caixinha apenas com 6 peças top.
Decidi este ano então ficar com as peças top e ficar brincando com Seikos e Casios que satizfazem a variedade e não pesam no bolso.

Estou na fase do audio, frequentando novamente o HTforum.

Offline michelim

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #44 Online: 09 Agosto 2012 às 07:22:35 »
Eu posso ter mais prazer comendo um sanduíche de mortadela sentado na sarjeta de uma padaria de interior, do que comendo lagosta ao Thermidor num restaurante de Paris...

Realmente, se você tiver sozinho e com dor de barriga em Paris, é melhor um miojo em casa
“The Quality Remains Long After the Price is Forgotten.”

edulpj

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #45 Online: 09 Agosto 2012 às 07:31:55 »
Acertou em cheio... A companhia faz uma grande diferença... Mas nem precisa ser dor de barriga... Se o cabra for alérgico a frutos do mar... Mas miojão, NUNCA... Tenho muita admiração pela cultura oriental, mas de macarrão, eles não manjam nada...

Offline Wilson

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #46 Online: 09 Agosto 2012 às 08:10:41 »


Legal, Wilson, lembro bem dos seus lindos relógios de bolso. Cada um mais no jeito que o outro (chorei quando você vendeu aquele IWC)!


Igor

pois é, Igor...vendi aquele de bolso e um de pulso... :'( :'(
nem sei porque vendi... :'(

mas é assim mesmo, as vezes a gente vende uns para comprar outros e depois
acaba se arrependendo...

abraços,

wilson

Offline Filipeandrade

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #47 Online: 09 Agosto 2012 às 08:53:29 »
Olá amigos,

Minha trajetória na horologia é um pouco interessante.

Desde pequeno, quando perguntava as horas para meu avô, ele puxava a corrente de dentro da calça e dizia: Hora certa masson (devia siguinificar que seria à hora bem precisa) e fala as horas com todo orgulho. (eu só perguntava as horas, para o verele falando a frase  ;)) Família do lado da minha mãe sempre muito conservadora e fina, com uma educação que só vocês vendo. Detalhe: Sempre preocupando com as horas para cada coisa. Na sala da casa tem um relógio de parede grande à corda que faz um barulhão, que todo mundo que vai passar uma noite na casa fica incomodado. Fui crescendo no meio do tic tac.

E com minha mãe não seria diferente, tem um mondaine (corda manual) desde 15 anos de idade, e anda com ele para todo lugar.(Marca hora para tudo)

Agora meu pai nunca foi de gostar de relógio, até que me apareceu com Omega 30t2 com defeito (corda rebentada) Da até arrepio de lembrar, acrílico bem sujo e arranhado, quase não dando para ver o mostrador, caixa com uma sujeira preta muito esquisita e pulseira com os dois lados rasgados na metade. E ele falou assim: Olha na internet sobre esse relógio Omega. Normalmente quando pesquisei, vi que era uma marca grandiosa e de grande valor. Nessa época fui para a capital Belo Horizonte continuar meu estudo. Mais não parava de lembrar-se do relógio, e eu ligava para meu velho para saber se já tinha levado nos relojoeiros para ele voltar à vida. Graças ao bom Deus, nenhum tinha o tambor de corda para trocar, olha que ele foi a todas as relojoarias da cidade, e o relógio voltou para a gaveta. Nesse meio tempo voltei para Itabira mais sempre ficava martelando sobre o 30t2.

Até que comprei um Doxa de bolso com defeito no mercadolivre por míseros 30 reais. A curiosidade veio pesquisei cada vez mais sobre mecanismos, sempre saindo e entrando nesse fórum, até que comecei a desmontá-lo, o problema dele era que faltava a roda intermediária, consegui comprar uma sucata de um doxa militar com o mesmo movimento e fiz um relógio com ele. E ai foi, gostei d+ da engenharia da doxa de bolso e comprei vários, tenho hoje 7, sendo que 4 funcionam.

Nessa mesma época comecei a ajudar um amigo que trabalha em restaurações de coisas antigas. Ai veio à paixão pelos relógios vintages e o interesse por fazer uma sucata votar a vida. O omega 30t2 ganhou um tambor de corda novo e um tempo depois uma revisão bala...

Comecei a fazer parte do fórum há pouco tempo e aprendi muito, principalmente sobre os cuidados com os movimentos. Esse fórum junto com meus relógios se tornou um vicio uma cachaça.

Como não tenho muito dinheiro, (pai e mãe funcionários públicos) e sou muito jovem, 22 anos, é complicado sonhar com relógios de marca, por isso minha paixão vão para os vintages, esses sim da para comprar sendo de marca, pesquiso bem e muito raramente compro um que ninguém mexeu nele antes, por um preço bem baixo. Alem de a maioria ter movimento in-house e eu mesmo reviso.
Com o tempo ganhei outro omega 30t2 de uma vizinha velinha e ai foi, veio longines, tissot, eterna, accutron, burem...

Cheguei a um ponto que preciso é de grana para comprar peças. Comprei um speedmaster automático todo fudido e estou trabalhando nele aos poucos, um grande sonho que está realizando.
Agradeço muito aos membros do fórum que me ajudaram e que tornaram grandes amigos.
Abraços

Filipe Andrade.
« Última modificação: 09 Agosto 2012 às 09:10:21 por Filipeandrade »

Doce é a vida do operário que se basta a si próprio;
  Vivendo assim, encontraras um tesouro!

Offline jfestrelabr

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #48 Online: 09 Agosto 2012 às 09:06:46 »
Esse tópico é muito legal, cheguei faz pouco tempo e consigo ver claramente porque os mais antigos ficaram tão felizes com a volta do Igor.

Bem, eu fiz o caminho inverso da maioria, mas ainda não sei onde vou parar... Explico: comecei com um Daytona 116520. Antes que perguntem, eu não ganhei na mega-sena ou coisa parecida. Sempre fui apaixonado pelo Daytona, em grande parte por influência do meu pai, e há anos trabalhando com muito afinco eu decidi: quando pudesse comprar meu Daytona, eu compraria. Antes dele, tive um quartz da Citizen (presente de aniversário da minha tia...rs) que usei desde o final do ginásio até o começo da faculdade/estágio. Está em alguma gaveta de casa sem bateria. Da última vez que a bateria acabou (há uns dez anos...) eu não troquei mais.

Já era comum ter telefone celular e, convenhamos, ninguém aqui compra relógio porque senão não teria como ver as horas... No meio do caminho cheguei a flertar com o Submariner (14060M), mas, no fim das contas sabia que comprá-lo só me deixaria mais distante do meu sonho então fui paciente. Entrei no Fórum três meses depois de adquirir o meu Daytona porque ele foi roubado e eu procurei entender um pouco mais como isso tinha acontecido, já que me julgava cuidadoso, e também para alertar outras pessoas.

Fui descobrindo um mundo maravilhoso e, apesar da minha intenção inicial (pós roubo) sempre ter sido a de substituir o Daytona, desde que eu entrei no Forum muita coisa mudou. Primeiro porque criei uma consciência ainda maior do valor daquela peça (todas as qualidades do 4130), da sua impossibilidade de uso diário em São Paulo e, segundo, porque descobri que pelo mesmo preço do Daytona, muitos (no plural mesmo), mas muitos relógios muito bacanas (que eu sequer conhecia, exceto por nome) poderiam ser adquiridos.

A minha prioridade, então, passou a ser a compra de um relógio para uso diário. Por bastante influência de vocês, acabei criando muito carinho pelo Moonwatch e, apesar da ausência da data (que já me incomodava no Daytona) e da inutilidade de um crono dentro de um escritório de advocacia (rs), essa foi a minha primeira aquisição pós-trauma-daytona. Com pulseira croco, porque além de chamar menos atenção, fica "chique no úrtimo" pra usar com terno e gravata, meu uniforme diário. No momento, estou sentindo falta de um relógio mais esportivo - e que saiba nadar - para usar com roupa casual e nos finais de semana.

O Panerai parece ser uma ótima alternativa porque mata dois coelhos com uma paulada só: lindo para uso casual com uma pulseira ammo marrom, muito bacana pra piscina e mar com a pulseira de borracha. Mas ainda estou pesquisando bastante. Pra mim, tem que comprar o que a gente gosta, mas, principalmente, o que vamos usar. Eu me apego demais nas coisas pra conseguir usar um relógio só uma vez por mês. Acho que três ou quatro é o meu limite e ainda estou tentando montar esse quebra-cabeças da melhor forma possível pra não fazer besteira no meio do caminho.

Abs!

LF



LF essa é para voce cara



depois da uma estudadinha em quem foram esses senhores e qual a ligação deles com a PANERAI. Abraços
Rolex ou Rolex.

Fórum Genérico, respostas genéricas.

Offline igorschutz

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #49 Online: 09 Agosto 2012 às 11:04:48 »
Gostei muito do relato de vocês, Limão, LF e Felipe.

Uma coisa que tenho achado bastante interessante é a quantidade de vezes que o Speedmaster foi mencionado neste tópico. Este relógio é realmente um mito!

Um abraço,

Igor
Opinião é como bunda: todos têm a sua. Você dá se quiser.
Opinião é como bunda: você dá a sua e eu meto o pau.

NÃO ACREDITE NO QUE 'FALAM' AQUI, ESTUDE BEM E TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES

Offline michelim

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #50 Online: 09 Agosto 2012 às 11:07:47 »
igor,

Pelo menos pra mim é o mítico: "Relógio de bacana", desde que eu era criança sonhava com um desses... Imagina a felicidade quando consegui a graninha contadinha pra comprar o meu primeiro Speedy....
“The Quality Remains Long After the Price is Forgotten.”

BigPaul

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #51 Online: 09 Agosto 2012 às 12:47:16 »
Aí é que tá Igor... O conceito de preciosidade, é algo intangível... Já percebi aqui neste fórum, que muitas pessoas não conseguem enxergar glória em pequenas coisas... Eu posso ter mais prazer comendo um sanduíche de mortadela sentado na sarjeta de uma padaria de interior, do que comendo lagosta ao Thermidor num restaurante de Paris...



Colega gostei da sua colocaçao, coisas boas na vida é muito bom, mas as vezes a simplicidade das coisas é melhor ainda, tambem compartilho com o amigo o mesmo pensamento


Paul

Offline LF

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #52 Online: 09 Agosto 2012 às 13:15:07 »


LF essa é para voce cara

depois da uma estudadinha em quem foram esses senhores e qual a ligação deles com a PANERAI. Abraços
[/quote]

Estrela, depois que acabar meus prazos de hoje, vou mandar um "italian frogmen" no Google e ver o que aparece! :-)

Offline Desotti

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #53 Online: 09 Agosto 2012 às 15:46:44 »
Para mim tudo começou com a admiração pelo Omega Genève de meu falecido Pai, um relógio tão singelo hoje quanto mítico para mim na infância e que dita até hoje minha predileção pela marca Omega, embora só tenha tido relógios quartz por quase toda minha vida.

Em 2005, no ano em descobri que meu Pai estava com câncer, percebi o quanto a vida pode ser breve e mudar de uma hora para outra... criei coragem e adquiri meu primeiro relógio mecânico naquele mesmo ano, que foi o Speedmaster Schumacher 2002 (movimento 1152, derivado do eta 7750), num valor que considerava impensável tanto para a época quanto para meu totalmente inexistente conhecimento em horologia.

Meus outros dois mecânicos também chegaram antes do forum e também carregam o 7750 (Tag Carrera e Tissot PRS 516) mas logo depois comecei a frequentar o forum e me considero afortunado pois, mesmo tendo comprado diversas vezes por impulso desde então, não cheguei a adquirir nenhuma peça que tenha me causado arrependimento, tanto que NUNCA anunciei nada nos classificados até hoje, apesar de como todo mundo ter algumas peças que acabo usando muito pouco.

É claro que não passo de um mero ajuntador e, apesar do que aprendi neste espaço, tenho maior curtição mesmo em possuir minhas peças do que no conhecimento sobre o tema, afinal de contas cada peça que adquiri faz parte da minha história pessoal dentro deste hobby.

Esse é um lado que valorizo muito, minha esperiência e meu prazer em curtir minhas peças fazem a história que eu mesmo estou escrevendo e que, um dia quem sabe, será passada para outros pulsos neste mundo. :)

[[]]'s

Offline solano

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #54 Online: 09 Agosto 2012 às 19:05:07 »
 Minha vez! Vamos lá.

 Em primeiro lugar é um prazer saber da presença inteligente, direta e sagaz do Igor em nosso espaço. Bom retorno! ;)

 Quanto ao colecionismo tenho opinião sobre o assunto: cada doido com sua loucura! ;D Será que o homem da caverna colecionava chifres ou pedras? Teria um sentido saudosista de vitórias passadas? Porque guardar objetos inúteis ( maioria das vezes! ) ou ter mais do que precisamos? Colecionar selos, gibis, lata de cerveja, rolha de vinho e outras "tranqueiras" faz sentido? É um prazer a mais... Só isso! O homem quer ter tudo e ser dominador, esse desejo pode se desviar para formar o colecionador: já que não tenho os carros que sonho vou colecionar miniaturas! Já que não sou milionário posso ter um Rolex! 8) E outros desejos encobertos. Mas nada importa se há o prazer interno, a sensação única de ver e apalpar seu objeto de desejo. Acontece que o desejo muda! O que amo hoje não é o que amava antes, isso é normal! Temos que administrar a culpa da  compra passada, sempre haverá uma culpa escondida atrás do desejo.
 Então colecionar é um ato de prazer, que pode virar um desprazer no futuro. Eu posso e já me arrependi de compras que fiz, porém não fico remoendo e cultivando o arrependimento. Também prego um certo desapego às coisas materiais, elas podem existir ou não, podem valer muito ou pouco para o "mercado" e não sei até quando me dará prazer! :-\
 Conclusão: não sou colecionador e sim um acumulador temporário. Certos relógios foram comprados em viagens e quando os vejo me relembro da emoção da compra, do lugar e dos dois juntos! Fico feliz! :D :D Recomendo se fazer elos afetivos com as peças, isso te dará oxigênio no futuro, no teu valor emocional.
 Abraços
" Otempo é a insônia da eternidade "  Poeta Mário Quintana

vinniearques

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #55 Online: 09 Agosto 2012 às 19:52:00 »
Mais em tudo isso esqueci de citar uma coisa muito importante que faz com que eu não me arrependa de ter começa nessa historia toda de relógios, A AMIZADE!

lembrei muito disso pois hoje tive um prazer imenso de conhecer pessoalmente e bater perna a tarde toda com o Meneghetti, fizemos um circuito fornituras e ai depois em casa pensei, e cheguei a conclusão ( que já tinha na verdade, só reforçou) de que a melhor parte disso tudo é a AMIZADE mesmo, tenho pessoas que considero MUITO e que conheci aqui!

O Meneghetti é um cara que tenho muito carinho e só conheci através daqui, assim como um outras pessoas que tenho um carinho especial, nosso amigo MAC1969 e Nosso amigo Paulistano! alem do Cigano, do Hasse, STR, puts são tantos!

Mais por essas e outras que não vou me arrepender nunca de ter entrado nesse vicio, e agradeço a essas pessoas ( citei esses pois são os que tenho mais proximidade e conheço pessoalmente) mais tem muito mais gente aqui que conheço somente pela internet e gosto muito!

Então os relogios se tornam uma coisa a parte, pois a graça disso tudo é conseguir encontrar pessoas mais malucas que você pela mesma coisa ( essa foi pra você Paulistano  ;D ;D ;D ;D) e que por um simples contato Online e frio se tornam grandes amizades e pessoas pra guardar no coração!

Desculpa se fugi um pouco, mais tinha que expressar meu carinho e respeito por todos aqui e pela amizade que cultivei aqui!

E claro que pra finalizar isso nada melhor que a grande frase do querido Pandolfi

"Amizade é coisa seria!"

abraços a todos! todos mesmo..........

Offline Correia

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #56 Online: 09 Agosto 2012 às 20:10:38 »
E tenho de fazer uma ressalva-agradecimento - por  tantas e tantas vezes todos vocês me terem ajudado, directa ou indirectamente, aqui fica o meu MUITO OBRIGADO, muito muito sincero a todos.

Bem lembrado, Correia!

Também tenho muita gratidão por este espaço e por aqueles que o frequentam e frequentaram, mesmo os zé ruela que só esculacharam, pois aqui tive um aprendizado em diversos níveis, não só sobre relógios, mas sobre a vida.

Obrigado a todos os amigos do FRM!

Exactamente, Igor.

Muito bem visto, acabamos sempre por aprender alguma coisa mais - seja onde for, seja com quem for. Para o bem e para o mal.

Como bem diz uma pessoa por quem tenho muita estima e apreço - Ignorantes somos todos. Apenas ignoramos coisas diferentes! :D

 8)



Convém evitar 3 acidentes geométricos nesta vida : círculos viciosos, triângulos amorosos e bestas quadradas.

Offline elpeixe

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #57 Online: 09 Agosto 2012 às 20:57:16 »
Olá Amigos! Parabens ao amigo pelo topico . Gostei demais da resposta do amigo "Wilson" a mesma cachaça que corre na minha veia, final de semana passada comprei 120 relogios em uma relojoaria do interior do Rio de Janeiro,
em 1986 ganhei meu primeiro relogio em uma banca de feira do meu pai dai começou o amor pelos relogios em 1989 ganhei um G-Shock da casio em 2001 comprei um tag link 36 de la pra cá comecei a colecionar mais a paixão pelos automaticos começou em 2005 depois do meu casamento, comprei uma chacara e senti uma vontade de montar um museu ai deu errado vendi essa chacara, em 2009 comprei um sitio todo no mato logo conenheci o forum de relogios mecanicos fui apedrejado aqui no site pela minha cachaça mais logo depois fui recompensado por um topico feito pelo amigo "Alberto Ferreira" :D uma pessoa que nunca vi mais aprendi a admirar e respeitar aqui nesse forum, ano passado "Deus " levou meu parceiro um irmao de 15 anos me deu vontade de vender o sitio os meus relogios etc... mais agora estou mais animado do que nunca meu sonho agora é fazer esse recanto, museu. o que seje, estou focado nesse projeto mais que tudo nessa vida. aprendi a dar valor nos relogios de pequenos valores sou liberto de marca grifes etc.. o meu lance é contar a historia dos relogios todos sabem que rolex patek é relogio de rei, mais poucos sabem que a "grão duque" foi uma empresa aqui do brasil. O meu sonho junto com todos vcs é contar a historia do tudo que marca as horas nessa terra, então quando conseguir chegar na minha marca de quantidade vou precisar muito de vcs aqui do forum por enquanto nao tenho tempo nem dinheiro pra realizar esse sonho espero que todos gostem do meu post e me perdoem pelo meu portugues que sou semi analfabeto, rsrsrs

Abraços ELpeixe

jungman

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #58 Online: 09 Agosto 2012 às 22:17:27 »
Olá PessoALL, primeiramente parabens para o Igor que teve essa brilhante idéia deste Post. Depois de ler o que os membros já escreveram aqui, não pude de deixar de dar o meu 'minuto de sabedoria e sentimento' com referencia a colecionismo horologico.
Na verdade nem sei em que curva me encontro, mas é mais ou menos assim: Se fizer tic-tac, for antigo, à corda manual, estiver bem conservado,e se for de uma certa raridade eu compro. Compro e uso diariamente. Cada relogio, modelo, tem um tipo de uso. Faço as mais variadas tarefas durante o dia, se vou passear uso um relogio,se for trabalhar outro.
Quanto ao arrependimento, não sei se terei algum dia, mas, "mais vale um gosto do que dois vintém", Sic, como dizia minha Vó, e como compro somente para o meu deleite e uso, acho que estou certo do que estou fazendo.
Agora precisamente estou em busca de um relogio com tricalendário, ou periférico, pode ser um Movado, Omega (este doi só de pensar), Eska, Aetos ou ainda outro que eu nem conheça; mas quero ter um, para adicionar nos meus colecionados.
Na verdade acho que sou como o nosso ilustre colega Wilson, eu me sentiria realizado se comprasse uns 30kg de relogios, e olha o detalhe, não sou relojoeiro, inclusive já mandei relogios para o Wilson consertar lá em Felixlandia.
No dia em que morrer, eles vão ficar todos aí, até porque não tenho filhos, mas até lá vou curtindo está insanidade horológica e usando a cada dia  um exemplar diferente.
Não compro nada falsificado, réplica, ou mesmo duvidosos xing-ling, até mesmo porque acho que não se dariam ao trabalho de falsificar vintages.
Na verdade não me preocupo com o tal de arrependimento, até porque se enjoar deles, coloco todos à venda no ML, e tenho a certeza de que terão o destino de que estão tendo em minhas mãos.
Enquanto isso deixo aqui o meu abraço à todos os colecionadores.
Flavio

Offline igorschutz

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Re: Trajetória no colecionismo e arrependimento
« Resposta #59 Online: 09 Agosto 2012 às 22:27:40 »
Obrigado a todos pelos relatos; todos muito interessantes e gostosos de ler. É muito bom conhecer a história por trás de cada nick.  ;)


Em primeiro lugar é um prazer saber da presença inteligente, direta e sagaz do Igor em nosso espaço. Bom retorno! ;)

Agradeço as gentis palavras, Solano. Um prazer estar aqui em sua companhia. Um abraço!
Opinião é como bunda: todos têm a sua. Você dá se quiser.
Opinião é como bunda: você dá a sua e eu meto o pau.

NÃO ACREDITE NO QUE 'FALAM' AQUI, ESTUDE BEM E TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES